quarta-feira, 27 de julho de 2011

JORNADAS MISSIONÁRIAS - INSCRIÇÕES ABERTAS - VOLUNTARIADO E MISSÃO

Inscrições online aqui >>>>>

Há temas que a agenda do mundo nos impõe. Este é, por uma boa razão, um deles. 2011 é o Ano Europeu do Voluntariado e este é uma das expressões mais históricas e mais evangélicas do testemunho cristão. O ‘dar de graça o que de graça se recebeu’ é um apelo que atravessou os dois mil anos de história do Cristianismo, deixando um rasto de serviço, sobretudo, a favor dos mais pobres. Ao assumir o tema ‘Voluntariado e Missão’, as Jornadas Missionárias Nacionais, a realizar na Igreja da Santíssima Trindade, (Cripta – Convívio Santo Agostinho) de 16 a 18 de Setembro, querem dar o seu contributo à reflexão sobre a gratuidade do serviço da Igreja aos mais desfavorecidos das nossas sociedades.

Programa

As três grandes conferências tentam abranger as três grandes dimensões do Voluntariado hoje: ‘Voluntariado e desafios de cidadania’ abordará o sentido mais amplo desta disponibilidade para estar ao serviço da comunidade; ‘Voluntariado e nova consciência social’ trará uma abordagem mais focada nas experiências de Igreja no âmbito do serviço social que a Igreja presta; ‘Voluntariado com Missão’ incide na missão dos leigos que deixam a sua terra, a sua família e as suas seguranças aqui para oferecerem um, dois ou mais anos de vida numa Missão fora de portas. Haverá três painéis de testemunhos em primeira pessoa, partilhando o Voluntariado que se faz nos compromissos sociais, na evangelização aqui e na missão lá fora. Num tempo marcado pelo lucro, pelo sucesso e por uma perspectiva de vida individualista, o Voluntariado é um grande serviço prestado á humanidade, é um sinal de amor aos outros, sobretudo aos mais excluídos do nosso mundo.

Voluntariado Missionário

O Voluntariado Missionário está a fazer, em Portugal, uma ‘revolução silenciosa’ na Igreja e na sociedade. Foi em 1988 que um grupo de Jovens Sem Fronteiras foi enviado ao interior da Guiné-Bissau para cavar os alicerces da Escola Sem Fronteiras de Caio – Tubebe, no meio da etnia manjaca. Foi nesse mesmo ano de 1988 que o primeiro grupo de Leigos para o Desenvolvimento montaram a sua tenda em terras de S. Tomé e Príncipe para nunca mais de lá saírem. E depois partiram para Moçambique, para Timor, para Angola. O Voluntariado Missionário é uma revolução na missão da Igreja por diversas razões. A primeira é porque se dá um legítimo protagonismo aos leigos que também têm o direito (e o dever) de partir para aquelas que foram chamadas as ‘linhas da frente da Missão’, outrora um exclusivo para membros consagrados de Institutos Missionários; o voluntariado missionário está a fazer uma revolução na Igreja porque envolve maias as famílias, as sociedades e as comunidades paroquiais. Quando partia o padre ou a Irmã, quase só o Instituto e os familiares directos davam por isso. Hoje, com a partida de leigos, as famílias sentem-se envolvidas, umas apoiam e outras colocam dificuldades, mas o certo é que ninguém fica indiferente. E – talvez o mais significativo – na hora do regresso, a partilha do testemunho e o envolvimento de familiares e amigos em projectos, faz com que a missão fique mais próxima das pessoas. O anúncio deste Evangelho libertador de todas as formas de opressão ganha um impacto mais forte quando os leigos se envolvem de alma e coração e levam para a missão o que sabem fazer e a fé que lhes vai no coração. O Voluntariado Missionário é, na actualidade, um dos rostos mais visíveis da intervenção criativa da Igreja na evangelização, sobretudo com a participação dos jovens. Hoje há cerca de 40 instituições que preparam, enviam e acolhem no regresso Leigos (jovens e menos jovens) que partem em Missão. Há uma nova onda missionária que não rebenta com a antiga, mas ajuda a aumentar o dinamismo no mar da Missão hoje.

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Pe. Manuel Durães Barbosa, CSSp Director Nacional OMP

terça-feira, 19 de julho de 2011

Informação – Comunicação

Como foi noticiado no nosso blog (post de 13 de Julho de 2011), foi nomeado no dia 12 de Julho de 2011 o Pe. António Manuel Baptista Lopes, missionário do Verbo Divino, como novo Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias (OMP).

Entrei imediatamente em contacto com ele, felicitando-o por tal nomeação e desejando-lhe o melhor na animação das OMP, em Portugal.

Atendendo a que o mês de Julho é um mês de intenso trabalho na distribuição do material missionário (material para o Outubro Missionário e ainda o material da Infância Missionária), que estamos a realizar, achámos por bem que a entrada em funções do Pe. António Lopes fosse após a realização das Jornadas Missionárias Nacionais 2011.

Entretanto, estamos em contacto e já no dia 27 de Agosto celebraremos em conjunto a Eucaristia de encerramento do curso de Missiologia, em Fátima.

Pe. Manuel Durães Barbosa, CSSp

sexta-feira, 15 de julho de 2011

IRMÃO DAVID, MEMBRO DA COMUNIDADE DE TAIZÉ – VIVER E BEBER DA FONTE DE TAIZÉ - Conclusão


Uma Comunidade universal

A Comunidade tem hoje cerca de 100 Irmãos, de quase 30 países e oriundos de Igrejas Cristãs diferentes. Esta diversidade constitui uma enorme riqueza, embora traga as dificuldades normais de tanta pluralidade. Cerca de 60 vivem em Taizé e os restantes estão nas Fraternidades espalhadas pelo mundo: Coreia do Sul, Senegal, Quénia e Brasil.

O seu trabalho assenta na disponibilidade total. Está sempre pronto a fazer o que é preciso e lhe é solicitado. Uma das suas missões importantes é o acolhimento e acompanhamento dos portugueses que chegam a Taizé. Mas, no ano passado, esteve quatro meses em Roterdão a preparar o Encontro de Peregrinação de Confiança sobre a Terra que aconteceu nesta cidade holandesa na passagem de ano.

Taizé em Lisboa e Porto

Taizé marcou Portugal com os dois recentes encontros realizados em Lisboa e Porto. Da ‘passagem de ano especial’ de Lisboa, em 2004, o irmão David guarda a ideia de uma Igreja jovem, pois todas as Paróquias têm grupos de jovens. Recorda-se da alegria no acolhimento aos que vinham de fora, a alegria de participar nas orações e reflexões. Também guarda o testemunho da vivência cristã das famílias que acolheram os jovens. Acha que o Porto, em 2010, mostrou a mesma marca de hospitalidade, mas as famílias envolveram-se mais, indo ao Dragão Caixa levar e buscar os jovens que acolheram.

Taizé no mundo e… em Taizé

Sobre o impacto de Taizé no mundo, o Irmão David não sabe nem quer saber, pois a Comunidade não quer fundar um Movimento, mas apenas proporcionar espaços de oração, reflexão, acolhimento e abertura…sem se criar a ideia de pertença. Mas há muitos grupos que se encontram com regularidade para rezar e cantar ao ritmo e ao estilo de Taizé.

Esta Páscoa, o irmão David acolheu 500 jovens portugueses e encontrou-se com eles diversas vezes. Disse-lhes que Taizé só faz sentido se se viver a experiência na sua globalidade, não a ‘usando’ como um supermercado onde vamos e escolhemos alguns produtos expostos na prateleira!

Taizé é um espaço ecuménico. O Irmão David explicou que ali se reza a Cristo nas três grandes Confissões: Católica, Protestante e Ortodoxa. Ali, fala-se do mesmo Cristo sem barreiras confessionais. Reza-se a Cristo através de uma Igreja unida. Pois o sonho do Irmão Roger foi dar corpo ao pedido de Jesus: ‘Que haja um só rebanho e um só Pastor’.

Texto e foto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pe. António Manuel Baptista Lopes, SVD - Nomeado Novo Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias, em Portugal

No dia 12 de Julho de 2011, o P. António Manuel Batista Lopes, missionários do Verbo Divino, foi nomeado Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias. Esta nomeação resulta de um Decreto emitido pela Congregação para a Evangelização dos Povos, na pessoa do seu Prefeito, Monsenhor Fernando Filoni.

O P. António Lopes, natural da Aldeia da Ponte, diocese da Guarda, depois da sua formação em Portugal e da ordenação presbiteral em 1986, recebeu como destino missionário o Togo. Foi director e professor no Instituto S. Paulo e após ter feito estudos sobre a Sagrada Escritura em Paris regressou ao Togo e foi também director de um Centro Bíblico de Lomé, a capital daquele país. De regresso a Portugal integrou-se na comunidade de Tortosendo. Dali foi para Guimarães onde foi Superior durante três anos. Nestes últimos anos tinha assumido a responsabilidade pastoral da paróquia de S. Cristóvão de Selho, bem perto da cidade berço. Em todo este percurso sempre procurou dar uma atenção particular à Sagrada Escritura, colaborando activamente com o Departamento de Animação Bíblica da Pastoral (DABP) nos cadernos bíblicos que a Congregação do Verbo Divino tem apresentado em conjunto com a Arquidiocese de Braga. É, e continuará a ser, um colaborador do jornal Contacto svd.

Que o P. António Lopes abrace com entusiasmo este serviço e possa ajudar a Igreja em Portugal a ter cada vez mais um rosto acentuadamente missionário.

Para saber mais sobre as Obras Missionárias Pontifícias, poderá consultar a página web www.opf.pt

segunda-feira, 11 de julho de 2011

IRMÃO DAVID, MEMBRO DA COMUNIDADE DE TAIZÉ – VIVER E BEBER DA FONTE DE TAIZÉ

O Irmão David pertence à Comunidade Ecuménica de Taizé, fundada pelo Irmão Roger. Começou a frequentar esta pequena aldeia de França aos 15 anos e a paixão ficou para sempre. Sente importante a ‘peregrinação’ que ali se faz e se propõe ao mundo, sobretudo aos jovens. J. Paulo II, quando lá foi, disse que se passa por lá como quem passa por uma fonte: bebe, mata a sede e continua o caminho.

De Portalegre a Taizé

O Irmão David nasceu em Portalegre numa família católica. O pai é diácono permanente. Ele integrou-se cedo num grupo de jovens, foi acólito e catequista. Tinha 15 anos quando participou, em Roma, no Encontro Europeu de Taizé. A partir daí, ia a Taizé quase todos os verões, com um grupo de jovens da sua Paróquia de S. Lourenço.

Foi para Lisboa em 1990 para estudar Engenharia Química no Instituto Superior Técnico e foi cá que decidiu mudar de vida e rumar para Taizé. Havia um grupo de oração no IST, mas sentia-se vazio. A ida a Taizé enchia-lhe as medidas e, por isso, decidiu interromper os estudos e fazer uma experiência de um ano na ‘Colina da Paz’, como voluntário. A ideia era de recarregar baterias para recomeçar os estudos em força, mas Deus trocou-lhe as voltas: após alguns meses, identificou-se tanto com a vida e a missão da Comunidade que decidiu não retomar as aulas e ficar para sempre.

Acolhido pelo Irmão Roger

Entraria na Comunidade em 1995, recebendo o hábito branco da oração Comunitária das mãos do Irmão Roger, fundador da Comunidade. Assim começou uma caminhada de preparação para um compromisso por toda a vida. Fê-lo em Agosto de 1997, com sete mil pessoas em Taizé, pois era o fim de semana antes das Jornadas Mundiais da Juventude que se realizaram em Paris, com J. Paulo II. A sua família e Paróquia participaram em grande número: os dois autocarros de Portalegre deram-lhe uma enorme força e alegria.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST...)

Texto e foto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

terça-feira, 7 de junho de 2011

VOLUNTARIADO E MISSÃO - Jornadas Missionárias Nacionais em Fátima

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Há temas que a agenda do mundo nos impõe. Este é, por uma boa razão, um deles. 2011 é o Ano Europeu do Voluntariado e este é uma das expressões mais históricas e mais evangélicas do testemunho cristão. O ‘dar de graça o que de graça se recebeu’ é um apelo que atravessou os dois mil anos de história do Cristianismo, deixando um rasto de serviço, sobretudo, a favor dos mais pobres. Ao assumir o tema ‘Voluntariado e Missão’, as Jornadas Missionárias Nacionais, a realizar na Igreja da Santíssima Trindade, (Cripta – Convívio Santo Agostinho) de 16 a 18 de Setembro, querem dar o seu contributo à reflexão sobre a gratuidade do serviço da Igreja aos mais desfavorecidos das nossas sociedades.

Programa

As três grandes conferências tentam abranger as três grandes dimensões do Voluntariado hoje: ‘Voluntariado e desafios de cidadania’ abordará o sentido mais amplo desta disponibilidade para estar ao serviço da comunidade; ‘Voluntariado e nova consciência social’ trará uma abordagem mais focada nas experiências de Igreja no âmbito do serviço social que a Igreja presta; ‘Voluntariado com Missão’ incide na missão dos leigos que deixam a sua terra, a sua família e as suas seguranças aqui para oferecerem um, dois ou mais anos de vida numa Missão fora de portas.

Haverá três painéis de testemunhos em primeira pessoa, partilhando o Voluntariado que se faz nos compromissos sociais, na evangelização aqui e na missão lá fora.

Num tempo marcado pelo lucro, pelo sucesso e por uma perspectiva de vida individualista, o Voluntariado é um grande serviço prestado á humanidade, é um sinal de amor aos outros, sobretudo aos mais excluídos do nosso mundo.

Voluntariado Missionário

O Voluntariado Missionário está a fazer, em Portugal, uma ‘revolução silenciosa’ na Igreja e na sociedade. Foi em 1988 que um grupo de Jovens Sem Fronteiras foi enviado ao interior da Guiné-Bissau para cavar os alicerces da Escola Sem Fronteiras de Caio – Tubebe, no meio da etnia manjaca. Foi nesse mesmo ano de 1988 que o primeiro grupo de Leigos para o Desenvolvimento montaram a sua tenda em terras de S. Tomé e Príncipe para nunca mais de lá saírem. E depois partiram para Moçambique, para Timor, para Angola.

O Voluntariado Missionário é uma revolução na missão da Igreja por diversas razões. A primeira é porque se dá um legítimo protagonismo aos leigos que também têm o direito (e o dever) de partir para aquelas que foram chamadas as ‘linhas da frente da Missão’, outrora um exclusivo para membros consagrados de Institutos Missionários; o voluntariado missionário está a fazer uma revolução na Igreja porque envolve maias as famílias, as sociedades e as comunidades paroquiais. Quando partia o padre ou a Irmã, quase só o Instituto e os familiares directos davam por isso. Hoje, com a partida de leigos, as famílias sentem-se envolvidas, umas apoiam e outras colocam dificuldades, mas o certo é que ninguém fica indiferente. E – talvez o mais significativo – na hora do regresso, a partilha do testemunho e o envolvimento de familiares e amigos em projectos, faz com que a missão fique mais próxima das pessoas. O anúncio deste Evangelho libertador de todas as formas de opressão ganha um impacto mais forte quando os leigos se envolvem de alma e coração e levam para a missão o que sabem fazer e a fé que lhes vai no coração.

O Voluntariado Missionário é, na actualidade, um dos rostos mais visíveis da intervenção criativa da Igreja na evangelização, sobretudo com a participação dos jovens. Hoje há cerca de 40 instituições que preparam, enviam e acolhem no regresso Leigos (jovens e menos jovens) que partem em Missão.

Há uma nova onda missionária que não rebenta com a antiga, mas ajuda a aumentar o dinamismo no mar da Missão hoje.

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Pe. Manuel Durães Barbosa, CSSp

Director Nacional OMP

quarta-feira, 1 de junho de 2011

IRMÃ BLEZI, FRANCISCANA HOSPITALEIRA DA IMACULADA CONCEIÇÃO: DA PSICOLOGIA À VIDA CONSAGRADA - Conclusão

O tempo passou. O coração sentia um vazio. Parecia que Deus tinha desaparecido da minha vida. Mas, uma coisa era certa: apesar de sentir-me assim, um pouco triste, nunca deixava de ir à Eucaristia e receber Jesus, pois sentia que me fortalecia. Passaram-se 2 anos e eu já tinha tudo que sonhava: emprego, carro, amigos, família, etc., mas, tudo isso não me preenchia, continuava o vazio. E, como confiava em Jesus, perguntei-lhe: porque sinto isso, ajuda-me a resolver!

Como Deus é sempre fiel, surgiu a oportunidade de vir de férias a Portugal. Fui a Fátima. Tinha primos em Aveiro. Pensava eu que iria passar férias lá, mas Deus trocou tudo. Tenho duas tias religiosas; uma delas, nessa época, vivia em Portugal. Convidou-me a ficar em Fátima. Tal foi a minha surpresa que, em vez de ir a Aveiro, fiquei em Fátima. Conheci algumas Irmãs e, também, duas jovens que se preparavam para a vida religiosa. Ao conhecê-las, senti a felicidade delas. Eu também queria ser assim. Queria consagrar-me, mas não ser religiosa; tinha medo de, um dia, vestir o hábito. E minha alegria no coração era tamanha, que eu perguntava: Senhor, tenho minha vida organizada no Brasil… como vou fazer?

Voltei para a minha Pátria, em Maio de 2006. Procurei uma religiosa, para me ajudar a discernir. Vi que Deus me chamava para a consagração na vida religiosa. Teria que deixar família, amigos, emprego, etc. Deus deu-me forças; falei primeiro com meus pais e irmãos, tive a graça, porque eles me apoiaram; depois, veio a tristeza, porque eu gostava muito deles; deixei o emprego, e, naquela hora, sentia já uma alegria imensa. Estava certo que entraria para a vida religiosa, no Brasil. Mas, naquela época, não havia jovens para entrar. Teria que esperar mais um tempo, para começar com elas. O coração sentia que não podia mais esperar. E, com a força de Deus, disse à Irmã Responsável que queria vir morar em Portugal para fazer a formação. Apesar de ter sido difícil… tinha que deixar tudo… sentia muita alegria. Isto dizia-me que era vontade de Deus. Vivo em Portugal há três anos e seis meses. Professei temporariamente a 8 de Dezembro de 2010. Apesar das saudades da família, dos amigos, sinto-me feliz e não há dinheiro que pague a felicidade que é, para mim, seguir Jesus, neste estilo de vida.

Missão actual: como religiosa fui enviada novamente para o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, desde o dia 10 de Janeiro de 2011. Trabalho na Pastoral juvenil, acolhendo os jovens e na catequese acompanhando um grupo de adolescentes e crianças. Além desta actividade pastoral, ajudo na missão de acolher os peregrinos que vêm a este Santuário Mariano

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 30 de maio de 2011

IRMÃ BLEZI, FRANCISCANA HOSPITALEIRA DA IMACULADA CONCEIÇÃO: DA PSICOLOGIA À VIDA CONSAGRADA

Chamo-me Blezi. Tenho 28 anos, sou brasileira e resido em Portugal há 3 anos e 6 meses. Sou noviça da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Vou partilhar um pouquinho com vocês a minha história; ou melhor, como Deus me segurou. Nasci numa família cristã. Tenho 1 irmão e 2 irmãs. Desde pequena, meus pais me levavam à Eucaristia. Tive uma infância normal; brincava muito com meus irmãos e meus primos. Aos 7 anos, minha mãe ensinou-me que, quando eu rezasse uma avé-maria bem rezada, era uma flor que eu oferecia a Maria. Desde então, tive sempre muito carinho para com Nossa Senhora. Desde pequena, rezar o terço era como oferecer um ramo de flores a Maria.

Na minha adolescência, confesso que era um pouco marota; aprontava algumas, mas eram brincadeiras normais. Com 14 anos, entrei para o movimento dos Focolares. Estava sempre activa a participar com os jovens. Tive sempre tudo o que precisava, desde carinho até às coisas mais supérfluas. E, como todo jovem, tinha muitos sonhos, como tirar um curso na universidade, trabalhar, casar, etc. Uma vida normal.

Uma vez, fui participar num encontro de jovens. Lá escutei uma consagrada falar sobre sua vida e, ao falar, ela transmitia muita alegria. Naquela hora, eu senti no coração vontade de ser feliz como ela.

A vida continuava. Com 18 anos, entrei para a universidade de Psicologia. Deus permitia assim, que meus sonhos começassem a se realizar. Estudava e, ao mesmo tempo, trabalhava: dava aulas numa universidade. Ao terminar o curso, fui trabalhar numa escola, acompanhando crianças e adolescentes. Mas, aquela chama no coração ainda permanecia. E sempre que eu encontrava uma religiosa ou uma consagrada, meu coração acelerava. Nessa época, tinha eu um namorado que também participava do movimento dos Focolares. Mas, para mim, eu estava traindo, porque no meu coração eu sentia coisas diferentes; no entanto, havia o sonho normal: casar. Procurei uma pessoa para me ajudar a discernir. Vimos que o melhor seria eu terminar o namoro. Aquela decisão era difícil, mas consegui, porque sabia que o faria sofrer.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST...)

Texto: Tony Neves in Jornal Voz Veradade - Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 25 de maio de 2011

IRMÃ JUSTINA CÂMBIZI, DOMINICANA DE SANTA CATARINA: FAZER BEM SEMPRE E ONDE FOR POSSÍVEL - Conclusão

Missão em Angola

Angola seria a sua primeira terra de Missão, onde trabalhou dois anos: “Estive na direcção do Colégio Santa Maria Goreth e como professora da Língua Francesa e Educação Moral e Cívica, em Ndalatando. Ali trabalhei também na pastoral juvenil e vocacional, catequese e visita às famílias, sobretudo as mais pobres; Em 1999 estive em Luanda e trabalhei como professora da Língua Francesa e de Educação Moral e Cívica; trabalhei também com a catequese e a Infância missionária”.

S. Paulo, do outro lado...

Depois, passou o mar e chegou ao Brasil onde viveu nove intensos anos da sua vida Missionária, em S. Paulo: “Fiz a licenciatura em Filosofia e o Bacharelato em Teologia. Trabalhei como Professora do Ensino Religioso, no Colégio Santa Catarina de Sena, na Pastoral Vocacional, Professora no aspirantado e postulantado e Mestra das Junioras. E a visita às famílias, sobretudo em Santo Amaro, periferia de São Paulo”.

Finalmente, Lisboa...

Finalmente, voltou a atravessar o Atlântico para continuar a sua Missão em Lisboa, após nomeação para Conselheira e Secretária Geral da Congregação. Mas não quer reduzir a Missão a um trabalho administrativo e burocrático: “Trabalho também com a catequese em duas escolas, o Externato São José do Restelo e a Escola Príncipe Carlos; Semanalmente mais de cento e trinta catequizandos perpassam a minha vida e experiência. É grande responsabilidade! Que a graça de Deus os ajude a ser grandes amigos de Jesus e construtores do seu Reino. Actuo também na pastoral vocacional e sou membro dos Animadores Missionários Ad Gentes” (ANIMAG).

Como objectivo de vida, guarda o carisma da sua Congregação: “Fazendo o bem sempre e onde seja possível, sou feliz por sentir a infalível presença da Trindade Santa em cada instante da minha vida, projectos e missão”.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 23 de maio de 2011

IRMÃ JUSTINA CÂMBIZI, DOMINICANA DE SANTA CATARINA: FAZER BEM SEMPRE E ONDE FOR POSSÍVEL.

Nasceu em Cabinda, estudou e trabalhou no Congo Democrático, mas as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena tomaram conta da sua vida. Depois da sua formação e de alguns anos de Missão por terras de Angola, foi enviada ao Brasil para ser formadora e professora nas periferias pobres de S. Paulo. Nomeada Conselheira e Secretária-Geral da Congregação, veio parar a Lisboa onde abre sempre espaços para a pastoral, seja através da Catequese ou das Missões que realiza no âmbito dos Institutos Missionários Ad Gentes.

Cabinda, o berço

Nasceu em Cabinda e é a mais nova de sete irmãos. A família é católica e empenhada na Comunidade: “Desde pequenina, a vida religiosa foi penetrando a minha vida sem que eu me apercebesse ou entendesse. Contam as minhas irmãs que, aos 6 anos de idade, eu já dizia que não iria casar nem ter filhos. Ninguém acreditava, nem entendia o que eu queria dizer com isso”.

Congo Democrático...

Quando, aos 13 anos, disse aos pais que queria ser Religiosa, eles ficaram muito felizes. Justina estava a estudar e tinha, entre outras, duas grandes amigas com quem ia partilhando os seus sonhos de futuro. Foram as três, em 1984, estudar para o Congo Democrático, sendo internas no Lycée de Kangu, fazendo o curso técnico de Bio-Química. Diz a Justina: “A experiência do internato foi já uma iniciação à vida de missionária que levo”.

Após concluir os 6 anos de curso, a Justina trabalhou, durante um ano, como Professora e Auxiliar da Direcção do Internato onde vivia. Mas, em 1992, pediu a demissão, deixou o Internato e Congo e voltou a Cabinda: “Sentia que a idade estava a avançar e era urgente concretizar o meu desejo de consagração religiosa. Tornei a falar com os meus pais e eles consentiram e apoiaram a ideia. Tinha a luz verde dos meus pais”.

Com as Dominicanas...

Conheceu a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena através de um jornal que relatava a sua missão na Igreja: “Gostei e quis aprofundar. Ajudada por um amigo seminarista, entrei em contacto com uma delas… Na data combinada, 28 de Novembro de 1992, fui, acompanhada pelo então bispo da Diocese de Cabinda, D. Paulino Madeca, de grata memória. Ele levou-me e entregou-me às Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, em Luanda”. Fez a Formação para a Vida Religiosa em Luanda, professando em 1996 com mais seis colegas. Era o início de uma nova fase da sua vida e da sua Missão.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 18 de maio de 2011

HELENA OLIVEIRA, IRMÃ DO AMOR DE DEUS: ANUNCIAR O EVANGELHO ÀS NOVAS GERAÇÕES - Conclusão

Da Serafina a Roma

Entretanto, o encontro com os mais pobres deu-se no Bairro da Serafina, em Lisboa: “Era um bairro problemático e pobre, o que me dava alguma ‘recompensa’ interior. Mas, ao mesmo tempo, ao contactar com a pobreza, percebi que as pessoas estavam muito habituadas ao paternalismo, ao não fazerem nada para sair da sua situação decadente. E muito do esforço educativo que tentávamos fazer era rejeitado, porque estavam mais cómodos assim”. A Helena estava num externato onde foi directora pedagógica três anos, depois de lá ter estado dois como professora de Ciências e de EMRC.

As ‘democracias’ da Vida Consagrada têm as suas consequências e foi eleita Conselheira da Provincial e, dois anos mais tarde, nomeada Secretária Provincial, tendo que deixar a Serafina e ir para a Casa Provincial. No Capítulo seguinte, saiu do governo e foi nomeada coordenadora da pastoral da Congregação. Para exercer este cargo com competência, estudou Animação da Pastoral Juvenil, estando três anos em Roma, na Pontifícia Universidade Salesiana.

De regresso a casa, foi colocada, até hoje, no Colégio do Amor de Deus, em Cascais, onde assume a coordenação da pastoral do Colégio e de toda a Província.

Formação e Pastoral Juvenil

Outras portas se vão abrindo à missão da Irmã Helena. Ela partilha dois convites que considerou irrecusáveis: “Fui convidada a dar aulas na Escola Razões da Esperança da diocese de Leiria-Fátima, onde de 15 em 15 dias à noite vou partilhar com os catequistas da formação geral algo do que aprendi e da minha experiência. Também comecei a participar no Conselho Nacional da Pastoral Juvenil e, agora, por convite do Director Nacional da Pastoral Juvenil, pertenço à comissão permanente do DNPJ”.

Olha o futuro com confiança: “Apesar de tudo, acho que vale a pena arriscar em ser Irmã do Amor de Deus. Hoje mais do que nunca são precisos sinais vivos do amor, que é a única coisa que realiza plenamente e dá a verdadeira felicidade”.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 16 de maio de 2011

HELENA OLIVEIRA, IRMÃ DO AMOR DE DEUS: ANUNCIAR O EVANGELHO ÀS NOVAS GERAÇÕES


Filha de operários, neta de sacristão, cedo quis ser Irmã, mas só a maioridade permitiu dar esse passo. A paixão pela pastoral e pelos jovens fê-la andar pelas vielas do Bairro da Serafina e pelos corredores do Colégio de Cascais. Depois de especialização em Roma, coordena a pastoral da sua Congregação, dá aulas em Leiria e pertence à Comissão Permanente do Conselho Nacional da Pastoral Juvenil. Tudo por causa do Amor gratuito de Deus.

De Ílhavo às Irmãs do Amor de Deus

Filha de operários da Vista Alegre e neta de sacristão, a Igreja sempre fez parte da sua história. Filha única até aos nove anos, viveu a alegria de ter dois irmãos de uma vez só, completando assim a família. Sobre os primeiros anos por terras da Carvalheira de Ílhavo, confessa: “Foi uma infância que eu considero muito feliz e cheia de aventuras próprias da idade. Adorava andar na escola e sonhava ser professora”. Foi catequista e animadora juvenil. Conheceu as Irmãs do Amor de Deus, mas a família sempre se opôs à ideia dela ser Religiosa. Foram anos de tormento, como confessa a Irmã Helena, mas não parou a sua busca. E “como o fruto proibido é o mais apetecido, eu ia na mesma encontrar-me com elas e aliás, até passei a visitar outras ao fim de semana, quando não ia ao baile!”.

Só aos 18 anos obteve a autorização para sair de casa e fazer uma experiência vocacional com as Irmãs. Estávamos em Setembro de 1985, altura em que várias pessoas se prontificaram para ir convencer os pais da Helena, tentando ajudá-los a respeitar a sua decisão.

Ser para os outros...

O que é que a movia? Resposta pronta: “Essencialmente ser útil a tempo inteiro, de preferência em África. Dentro de mim havia uma urgência de ser para os outros a tempo inteiro. A descoberta do anúncio de Jesus surgiu mais tarde, já no caminho de formação. Neste, fiz uma descoberta que me fascinou e me mantém até hoje nesta caminhada de construção da fidelidade: Deus habita-me e é n’Ele que existo, sem Ele eu não sou eu! Esta descoberta fez nascer dentro de mim a vontade de o anunciar a todos. Deus é Amor e ama a cada um incondicionalmente!”.

Ser sempre a manifestação do amor gratuito de Deus na história das pessoas foi o carisma que a fascinou e tomou por dentro. Estudou Biologia, via ensino, na Faculdade de Ciências do Porto. Ainda durante o curso foi dando aulas de EMRC e de Ciências no Colégio Nossa Senhora de Lourdes no Porto.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 11 de maio de 2011

P. NUNO COELHO, PÁROCO DE CASCAIS – MISSÃO EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE, MOÇAMBIQUE OU NA LINHA - Conclusão


S. Tomé e Príncipe e Moçambique

O P. Nuno recorda o impacto de uma visita a Cabo Verde de um seu formador que veio fascinado e do desafio que o Pe Daniel lhe lançou para passar o mês de férias na Ilha do Príncipe, ao abrigo da geminação entre o Príncipe e a Ramada: ‘Foi uma experiência extraordinária. A pessoa de Jesus, o testemunho simples, próximo, gratuito, sincero, heróico, daqueles que se enamoraram por Ele dá mesmo fruto a seu tempo. Como eu estive lá pouco tempo, em alturas de férias, de festas, tudo me pareceu paradisíaco e fecundo. Quero acreditar que também o foi. Entretanto, já lá voltei outra vez e, no próximo verão, se Deus quiser, lá estarei de novo’.

Acompanhar a Equipa d’África, um grupo de jovens universitários com carisma de servir os outros, foi outro dos grandes desafios missionários do P. Nuno, projecto que o levaria a Moçambique, onde se sentiu peregrino.

Missão em Cascais

Foi nomeado para Cascais com 30 anos: ‘É óbvio que fiquei com um bocadinho de receio, mas a reacção da minha família e dos amigos mais próximos ainda me fez tremer um bocadinho mais. Quando lhes dizia que ia para Cascais o diálogo era sempre o mesmo:

- Mas Cascais, onde mesmo?

- Cascais, Cascais.

- E vais ajudar que Prior?

- Vou ser eu o Prior.

- Mesmo?!

- Sim!

E o tom que ficava no ar era sempre de um espanto descrente’.

O P. Nuno explica como se sente Missionário em Cascais: ‘Encontrei uma paróquia com potencialidades ímpares. Mas, eu próprio, ainda tenho de aprender a ser pároco, pastor. Vou dando o meu melhor e vou exercitando a virtude da paciência (própria de um semeador). A missão numa grande paróquia não é diferente das outras, embora possa ser humanamente mais desafiante e enriquecedora. Mas o que continua a deixar marcas e a puxar por mim é o contacto pessoal, próximo, nos momentos de festa ou de sofrimento e dor, na intimidade das famílias ou no púlpito da Igreja’.

E deixa uma promessa: ‘Quero servir a Igreja sempre, onde quer que for. Aliás o meu “sonho” ainda é ir para Timor onde o meu pai cumpriu parte do serviço militar. As fotografias e as histórias que ele contava deixaram o “bichinho”, talvez um dia…

Ser padre é mesmo bom!’.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 9 de maio de 2011

P. NUNO COELHO, PÁROCO DE CASCAIS – MISSÃO EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE, MOÇAMBIQUE OU NA LINHA

A família indicou-lhe o caminho da Igreja. Nesta foi descobrindo os caminhos da Missão. As Comunidades e grupos por onde se empenhou, abriram-lhe as portas de África por onde andou e se sentiu feliz. Nomeado para Cascais, aqui vai descobrindo novos horizontes para uma Missão que não tem fronteiras. Este verão vai regressar a S. Tomé e Príncipe.

De Paço D’Arcos ao Altar

Teve uma infância feliz numa família muito praticante, por onde passavam Padres que ele aprendeu a admirar. Aos 17 anos, entrou no Seminário de Caparide, onde estaria 13 anos, oito como seminarista e cinco como Padre: ‘O tempo de seminário foi um espectáculo. Foi também difícil, exigente. Quando se entra tão novo, as dúvidas, as perguntas, a própria maturação humana, têm de ser feitos lá. O que não torna a estadia tão serena como se possa pensar, mas ajuda-nos a fazer uma caminhada enorme e bem feliz. Aprendi a conhecer melhor a Igreja. No Seminário, vínhamos de várias proveniências (paróquias, movimentos…) Além disso, eram também as congregações religiosas. Na faculdade, a nossa turma era uma autêntica “salada de frutas” (Dehonianos, Espiritanos, Dominicanos, Franciscanos, Capuchinhos, Baptistas, Padres Operários, Monfortinos, Irmãos de S. João de Deus, Verbitas, Consolata, Vicentinos, Diocesanos de Setúbal, Santarém, Funchal…) de todas as nacionalidades’.

Tudo isso lhe deu a oportunidade de manter um olhar aberto, atento, próximo da diversidade da Missão na igreja.

Missão em Lisboa

Ordenado Padre, manteve-se no Seminário de Caparide, também a trabalhar com o Pré-Seminário: ‘Estar no coração da Diocese, ainda para mais acompanhado por padres extraordinários foi importantíssimo nesta primeira fase da vida sacerdotal. Enquanto estive no seminário, não deixei de encher a agenda, de estar próximo dos padres, das paróquias, dos movimentos. Eram frequentes, os retiros, as conferências, as catequeses, as pregações…’.

A Missão em África foi ganhando forma no coração do P. Nuno desde muito cedo, sobretudo através da Paróquia da Ramada (com o P. Daniel), da Equipa d’África e das equipas de Jovens de Nossa Senhora, com quem viria a partir em Missão para Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ELIZABETH CARRILLO, MISSIONÁRIA COMBONIANA – EQUADOR, BRASIL, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL… - Conclusão


Com o povo Macua em Nacala

Passados oito anos no Brasil, em 1997 partiu para África, o continente amado de São Danile Comboni, o fundador: ‘fui destinada ao Norte de Moçambique, a Nacala, na província de Nampula. Era a minha primeira vez em África, terra de sonhos e de realidades penetrantes. Outro mundo diferente abria-me as portas, Deus mostrava-me outra face do Seu mesmo ser. Encontrei uma terra fascinante, quente, alegre, espaçosa, rica apesar de sua pobreza; gente forte que sabe viver e sobreviver a todas as tragédias da vida’. Ali, a Irmã Betty trabalhou na formação de catequistas, animadores(as) de comunidades, na formação e acompanhamento dos professores das escolas comunitárias e na formação da mulher, no povo macua, é quem mais trabalha para o sustento da família. Foi ainda responsável de um lar que acolhia meninas pobres que, assim, podiam frequentar a escola pública.

Avalia assim a passagem por Moçambique: ‘O povo macua ensinou-me e ajudou-me a não ter medo, a ter coragem e a saber defender e denunciar quando é justo e necessário. Admiro a simplicidade e a tenacidade deste povo para conseguir os seus objectivos, fui sempre bem acolhida entre eles, senti-me amada e respeitada’.

De Portugal a África

Portugal recebeu-a em 2005 para dirigir o jornal ‘Evangelizar Hoje’ e partilhar a sua experiência missionária com o povo português, através da animação missionária. Em Lisboa faz parte da Comissão de Justiça e Paz dos Religiosos /as e do CAVITP (Comissão de Apoio às Vitimas de Tráfico de Pessoas).

Após seis anos de Portugal, a África volta a estar na linha do seu horizonte Missionário. Confessa a sua alegria: ‘Ser missionária para mim é ser peregrina e migrante através de um Deus presente em todos os lugares. Ele é o próximo que encontro, aqui e mais além, que me faz feliz e me vai mostrando um pouco do Seu ser em cada pessoa, e em cada lugar’. As malas estão feitas e a disponibilidade para partir faz parte do ser Comboniana.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 2 de maio de 2011

ELIZABETH CARRILLO, MISSIONÁRIA COMBONIANA – EQUADOR, BRASIL, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL…


Nasceu no Equador, estudou Informática, mas a Missão agarrou-a por dentro, tocada pelo testemunho radical de Monsenhor Proaño e … partiu. As favelas e os povos indígenas do Brasil, os pobres de Nacala e os excluídos de Lisboa são o horizonte alargado da sua missão sem fronteiras. As malas estão feitas para o regresso a África.

Da Informática à Vida Consagrada

Nasceu e cresceu num ambiente de fé. Fez a secundária num Colégio de Irmãs e estudou Informática na Universidade de Quito, capital: ‘para mim, era esta a profissão que prometia futuro, e com isso, eu chegaria aonde queria. Mas Deus desviou o meu caminho e serviu-se daquilo que me perturbava: os mais pobres. Nunca entendi tantas diferenças e injustiças; isto incomodava-me, magoava-me’.

A Betty é tocada pelo testemunho heróico de Monsenhor Proaño, chamado o ‘Bispo dos Índios’, no Equador: ‘Proaño foi e é um exemplo de solidariedade, junto dos indígenas, defendeu as suas terras e os seus direitos; conseguiu que fossem reconhecidos como equatorianos, cidadãos de valores e tradições diferentes. O seu exemplo sacudia a minha consciência: O que estás a fazer com a tua vida? Foi através da sua pessoa e do seu exemplo que Deus mudou o meu rumo’.

Os pais não aceitaram a sua decisão, mas entrou no Instituto das Irmãs Missionárias Combonianas em 1984.

De Curitiba á Rondónia

Após a primeira formação, foi para Curitiba, no Brasil, onde estudou Teologia, fazia catequese numa favela e pastoral carcerária, uma experiência muito dura, mas onde sentiu que Deus estava sempre do seu lado. Depois de quatro anos, foi para a Rondônia, na Amazónia do Brasil, para trabalhar com os índios Surui e Ureu Wau Wau: ‘Viver junto deles fez-me crescer como pessoa e como filha de Deus. São culturas originárias, de grande respeito por Deus e pela criação. Com os indígenas, o nosso trabalho era ajudá-los no encontro com a cultura ocidental que estava a invadi-los, dar passos para este “encontro e desencontro” era muito complicado para um povo que então tinha somente 25 anos de contacto com o mundo chamado dos ‘brancos’. Ajudávamos também os jovens e crianças com um reforço escolar; vivíamos com eles na sua aldeia, tentávamos entrar no seu mundo, viver como eles para conhecer a sua cultura, a sua língua oral, pois, não tinham livros’.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

sexta-feira, 29 de abril de 2011

JOÃO AGUIAR, PRES. CONS. GERÊNCIA DA RR – UM PADRE SEMPRE EM (E)MISSÃO - Conclusão

Homem da Rádio…

A RR entrou cedo na sua vida. Ainda na 1º fase de jornalista no DM, tornou-se correspondente da RR em Braga. Depois, entrou em Lisboa como jornalista nos anos 80 e foi nomeado sub-chefe de redacção, colocado no Porto. Em 1992, foi chamado a Lisboa para ser director de informação interino, mas regressaria ao Porto como Director de Produção (1992-1997) até regressar a Braga para dirigir o DM e coordenar os estúdios novos da RR ali abertos.

Em 2006 foi surpreendido com o convite para ser Presidente do Conselho de Gerência, mudando-se para Lisboa.

RR em mudança

Fazer o balanço de seis anos é difícil, pois houve uma notória evolução. A Renascença transformou-se, pois de uma rádio com suporte tradicional passou a ser multimédia; criou-se uma nova Rádio (Sim); todas as outras rádios foram reajustadas no seu público-alvo e têm sites inovadores; nasceram três rádios simplesmente online (ligadas à RFM) ; criou-se o ‘Página1’, jornal diário digital; criou-se a empresa ‘Génius e Meios’ voltada para a formação (workshops sobre rádio, etc) e para o entretenimento; foi reactivada a antiga Liga dos Amigos da Rádio Renascença, com o nome de ‘Clube Renascença’…

O P. João Aguiar enumera, reconhecido a quem o antecedeu, as inovações que têm garantido ao grupo r/com a permanência na liderança absoluta das audiências: ‘o grupo é líder de audiências há 30 anos, primeiro através do Canal Renascença e, nos últimos anos, a liderança é da RFM que fará 25 anos em 2012’ – confessa orgulhoso.

E há mais. A Renascença deixou de ser simplesmente rádio para ser um meio de comunicações em multiplataformas (Rcom): online, internet, vídeo: ‘Estamos no mundo da radiovisão, com vídeos que estão nos sites’.

Houve ainda uma reestruturação de recursos humanos e nas estruturas físicas: a Renascença passou a contar com instalações novas no Porto (Gaia) e lançou-se no projecto da futura sede em Lisboa.

75 anos…no ar

A abertura solene dos 75 anos da RR foi em Braga, neste 10 de Abril, com uma Eucaristia presidida pelo Núncio Apostólico, seguida de uma homenagem, em Barcelos, a Monsenhor Lopes da Cruz, o fundador. O programa das comemorações é ambicioso: grande espectáculo musical no Estádio do Bessa (3 Junho), uma série de debates sobre o futuro do país; grande Concerto de Natal; reflexões e encontros internacionais sobre Rádio; Viagem/Peregrinação a Roma; um livro com depoimentos (75 anos / 75 depoimentos sobre a RR). A 10 de Abril de 2012 terá lugar uma sessão solene na Universidade Católica – Lisboa e as comemorações encerram em grande a 13 de Outubro em Fátima, na conclusão do Congresso da Confederação Europeia de Rádios Cristãs.

O P. João garante que a preocupação missionária é constante. Há apoios a rádios da lusofonia e campanhas de solidariedade. Enfim, sente-se um padre sempre em (e)missão!

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 27 de abril de 2011

JOÃO AGUIAR, PRES. CONS. GERÊNCIA DA RR – UM PADRE SEMPRE EM (E)MISSÃO

De casa ao Seminário

Filho de guarda fiscal e doméstica, nasceu em Terras de Bouro (Braga). Acompanhou os pais em Trás-os-Montes, onde fez a 3ª e 4ª classes e a admissão à Escola Industrial de Chaves. O grupo de seis irmãos imprimiu um cunho muito desportivo à sua vida. Entrou no Seminário em Braga e, ordenado Padre, sempre exerceu a ‘pastoral da comunicação’, alguns anos a par do Ensino.

No Diário do Minho…

Estudou Comunicação na Universidade de Navarra e foi nomeado, em 1978, Chefe de Redacção do Diário do Minho. Seria Director do DM de 1997 a 2005, época de novas mudanças radicais neste diário da Arquidiocese de Braga: ‘houve uma nova transformação, com a duplicação do número de páginas e a introdução da cor’. Sobre o futuro deste jornal, João Aguiar não tem dúvidas: ‘continua a fazer sentido e pode ter uma expansão maior, embora o título seja fronteiriço’. Acerca dos media escritos, pensa que há que olhar bem para o panorama mediático: ‘hoje não se compra nada para saber, compra-se para perceber. É preciso iluminar o que está a acontecer. É preciso gente que pense bem e pense depressa’.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SANTA E FELIZ PÁSCOA

Nesta quadra litúrgica, as Obras Missionárias Pontifícias desejam a todos os amigos, colaboradores, e todos quantos se empenham na Missão, os melhores votos de Santa e Feliz Páscoa.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

P. JOÃO DAVID, A CAMINHO DO MÉXICO: QUANDO A MISSÃO NÃO TEM FRONTEIRAS - Conclusão

Jovens e Vocações

Portugal viu-o percorrer o país de lés a lés para a animação vocacional e missionária das nossas comunidades, sobretudo em encontros e celebrações com adolescentes e jovens com quem partilhava a riqueza da sua experiência missionária, a sua simpatia contagiante e a sua veia de artista, cantando e tocando guitarra com grande mestria e sentido de festa. O P. João David seria, mais tarde, escolhido para Reitor do Seminário Maior da Congregação, no Porto. Começou uma nova fase na sua vida. O andar de terra em terra foi mudado por um estar mais presente numa casa, a acompanhar a caminhada vocacional de jovens que se preparavam para um dia ser padres ou irmãos. O maior desafio foi o da internacionalidade, pois, por esta Casa de Formação, foram passando jovens de Portugal, Cabo Verde, Angola, República Centro Africana, Congo, Gana, Uganda, Bélgica, Nigéria… o mundo, com toda a riqueza da sua diversidade, estava ali e era preciso gerir a pluralidade de pessoas, línguas, culturas, sensibilidades religiosas e missionárias. Foi um tempo de grande aprendizagem, marcado pela permanente simpatia deste padre que sempre mostrou uma grande abertura ao regresso a uma linha da frente da Missão. Era esse o ideal que apontava aos futuros padres e irmãos.

Os Jovens Sem Fronteiras foram outro dos campos de investimento do P. João David. Foi o Coordenador da Região Douro e todos guardam dele a imagem de um padre bom, simpático, calmo e artista. Um homem simples, de uma fé profunda e de uma inteligência extraordinária que se percebia na hora de reflectir os problemas, de avançar com as programações, de avaliar as actividades. Teve, no Encontro Nacional realizado entre o Barreiro e Lisboa, uma merecida homenagem por parte dos Jovens Sem Fronteiras que o guardam no coração.

A caminho do México

Livre, como sempre, disponível para partir, respondeu logo que ‘sim’ ao apelo que chegou do México que pedia um Formador para os candidatos a Espiritanos naquele grande país onde a Missão precisa de mais trabalhadores. Substituído no Seminário Maior e nos Jovens Sem Fronteiras pelo P. Pedro Fernandes (natural de Benfica e com longa experiência de Missão em Moçambique), foi a Madrid lançar-se no ‘Castelhano’ e tem as malas feitas e a viola no saco, pronto a levantar voo e cruzar o Atlântico.

Nos próximos tempos, a Missão do P. João David passará pelo México.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: JCF

segunda-feira, 11 de abril de 2011

P. JOÃO DAVID, A CAMINHO DO MÉXICO: QUANDO A MISSÃO NÃO TEM FRONTEIRAS

Filho de artistas de olaria, é um artista na música e na Missão. Fez tese sobre ‘Justiça e Paz’ e foi missionário entre os Manjacos da Guiné-Bissau e em Cabo Verde. De regresso a Portugal, coordenou a Pastoral Vocacional, foi Reitor do Seminário Maior Espiritano e Coordenador dos Jovens Sem Fronteiras. Está de malas aviadas e viola às costas para rumar na direcção do México.

Da Família ao Altar…

Filho de artistas de olaria, o P. João David nasceu em Barcelos. Cedo descobriu os Espiritanos e entrou no Seminário. Sem grandes sobressaltos fez a sua caminhada que o levou ao sacerdócio, sendo Ordenado no Seminário da Torre d’Aguilha, em Lisboa. A sua tese de Teologia, defendida na Universidade Católica, em Lisboa, foi sobre ‘Justiça e Paz’ no âmbito da Doutrina Social da Igreja.

Músico, é compositor de numerosas canções e vencedor de alguns festivais.

Guiné e Cabo Verde

A sua primeira missão fora de portas foi em Cabo Verde onde realizou o seu estágio missionário. Como padre, após estudos em Paris, partiu para o interior da Guiné-Bissau, trabalhando alguns anos em território de Manjacos, estando na fundação da Missão Católica de Caió. Em contexto de primeira evangelização, vivia pobremente no meio de um povo acolhedor que, no plano religioso, praticava a Religião Tradicional. A Missão apostou muito na área da Educação, com a direcção da Escola Sem Fronteiras de Tubebe.

Da Guiné-Bissau saltou para Cabo Verde. A Calheta de S. Miguel Arcanjo teve-o como Pároco. Anos depois dele de lá ter saído ainda o povo recordava a sua simpatia, as visitas que fazia às famílias e comunidades, o tempo que dispunha para conversar com as pessoas, as canções que compunha a cantava com as crianças e os jovens. Marcou esta terra e este povo que o viram partir com grande saudade… mas teve de regressar a Portugal.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: JCF

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MATILDE TROCADO CASTRO, AUTORA DO ‘WOJTYLA’: MISSÃO DE TIMOR AOS PALCOS DE LISBOA E PORTO - Conclusão

O Duarte e... Timor

E por aí ficou alguns anos… até largar tudo para ir para Timor… “Mas antes de chegar aí, falta uma parte fundamental: o Duarte. O Duarte era amigo de amigos, via-o de vez em quando. Em Agosto de 2005 resolvemos ir almoçar, um mês depois começámos a namorar, seis depois disso ficámos noivos e casámos no dia 3 de Fevereiro de 2007. Temos, quase desde que casámos uma Equipa de Nossa Senhora que tão importante tem sido na nossa vida”.

E a aventura de Timor começa com o Duarte: “A mim jamais me tinha passado pela cabeça a ideia de partir em Missão. Achava óptimo quem ia, mas nunca tinha pensado se seria para mim. O Duarte, por sua vez, trazia esse sonho já há muito tempo. Quando namorávamos falámos disso algumas vezes e, uma vez casados, resolvemos começar a formação dos Leigos para o Desenvolvimento, que no fundo, além de formar, é um tempo de discernimento”. Chegaram a Díli em Setembro de 2008 e lá trabalharam durante um ano: “Em Timor, experimentamos uma simplicidade que é um bocadinho indizível… e que, ao mesmo tempo, tanto sentido faz ao nosso coração. O Duarte esteve a trabalhar num projecto de micro crédito e a dar aulas de Economia, e eu dei aulas de Português e História, iniciei um projecto de campos de férias para os distritos, e fiz um diagnóstico de necessidades a um bairro de Díli … e, claro, acabei por dar também umas aulas de dança e de teatro”.

Wojtyla...

Regressaram de Timor e integraram-se na vida da Paróquia de Cascais, a convite do P. Nuno Coelho. Entretanto, nasceram a Marta e o ‘Wojtyla’: “Ainda na minha barriga, a Marta acompanhou todo o processo de criação e todos os ensaios da primeira edição do ‘Wojtyla’, até à estreia no Estoril a 18 de Maio de 2010. É, na minha opinião, o bebé mais querido e mais simpático de sempre. A primeira de alguns se Deus quiser!”.

O musical sobre João Paulo II foi um sucesso tal que encheu grandes salas de Lisboa e Porto. A Matilde decidiu apostar a sua vida profissional nesta área, como espaço de Missão pelo Teatro.

Para tal, está no Conservatório a fazer um Mestrado em Teatro com especialização em Encenação.

A Missão vai continuar dentro e fora do palco.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

terça-feira, 5 de abril de 2011

MATILDE TROCADO CASTRO, AUTORA DO ‘WOJTYLA’: MISSÃO DE TIMOR AOS PALCOS DE LISBOA E PORTO

Colocou João Paulo II nas bocas do mundo ao realizar o musical ‘Wojtyla’ que encheu grandes salas de Lisboa e Porto. Mulher de Comunicação, tem uma enorme paixão pelas Artes de Palco. Apaixonada pela Missão, esteve um ano em Timor com o Duarte, seu marido. Depois do sucesso de ‘Wojtyla’, decidiu que a sua vida passará pelo Teatro, embora o pai continue a dizer que ela passou ao lado de uma grande carreira como Advogada...

Mulher de Comunicação...

A Matilde teve uma infância “com três irmãos, muitos primos e muito espaço na rua para brincar”. Cresceu em família, estudou nas Salesianas e nos Salesianos e foi aí que ganhou gosto pelas artes de palco. Além das aulas de dança que tinha, conseguiu convencer os pais a frequentar uma escola de artes performativas em Nova Iorque, onde desenvolveu o gosto pelo Teatro.

No 12º ano, à procura de dinheiro para a viagem de finalistas, construiu, com uma amiga, o seu primeiro espectáculo: ‘A magia do Cinema’. Foi a primeira vez que trabalhou com o Hugo Reis, director musical do ‘Wojtyla’.

Estudou Comunicação Cultural na Católica e acha que escolheu bem: “A minha área é Comunicação, é afinal isso que procuro fazer com o teatro: comunicar”.

Até Roma, com João Paulo II...

Foi monitora de campos de férias, com o ‘Milonga’ – um campo de férias da Paróquia do Estoril, uma experiência marcante. Foi neste projecto que encontrou o P. Ricardo Neves, “talvez a peça mais fundamental da minha vida de fé. É o meu director espiritual”. Fazia então parte do coro da Paróquia do Estoril e de uma equipa de Jovens de Nossa Senhora.

Em 2002, arriscou fazer um musical: ‘Broadway’. “Foi uma experiência fantástica e fez-me perceber que, em relação às artes performativas, o que gosto mesmo de fazer é encenar. Na altura, pensei se me deveria dedicar a esta área, mas não me levei muito a sério”.

Depois, seguiu para Roma, em Erasmus. Muitas vezes viu João Paulo II e participou na oração do Angelus. De regresso a Portugal, acabou o curso e começou a trabalhar na rádio, na publicidade e marketing, na produção de eventos empresariais.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST …)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR