quarta-feira, 4 de maio de 2011

ELIZABETH CARRILLO, MISSIONÁRIA COMBONIANA – EQUADOR, BRASIL, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL… - Conclusão


Com o povo Macua em Nacala

Passados oito anos no Brasil, em 1997 partiu para África, o continente amado de São Danile Comboni, o fundador: ‘fui destinada ao Norte de Moçambique, a Nacala, na província de Nampula. Era a minha primeira vez em África, terra de sonhos e de realidades penetrantes. Outro mundo diferente abria-me as portas, Deus mostrava-me outra face do Seu mesmo ser. Encontrei uma terra fascinante, quente, alegre, espaçosa, rica apesar de sua pobreza; gente forte que sabe viver e sobreviver a todas as tragédias da vida’. Ali, a Irmã Betty trabalhou na formação de catequistas, animadores(as) de comunidades, na formação e acompanhamento dos professores das escolas comunitárias e na formação da mulher, no povo macua, é quem mais trabalha para o sustento da família. Foi ainda responsável de um lar que acolhia meninas pobres que, assim, podiam frequentar a escola pública.

Avalia assim a passagem por Moçambique: ‘O povo macua ensinou-me e ajudou-me a não ter medo, a ter coragem e a saber defender e denunciar quando é justo e necessário. Admiro a simplicidade e a tenacidade deste povo para conseguir os seus objectivos, fui sempre bem acolhida entre eles, senti-me amada e respeitada’.

De Portugal a África

Portugal recebeu-a em 2005 para dirigir o jornal ‘Evangelizar Hoje’ e partilhar a sua experiência missionária com o povo português, através da animação missionária. Em Lisboa faz parte da Comissão de Justiça e Paz dos Religiosos /as e do CAVITP (Comissão de Apoio às Vitimas de Tráfico de Pessoas).

Após seis anos de Portugal, a África volta a estar na linha do seu horizonte Missionário. Confessa a sua alegria: ‘Ser missionária para mim é ser peregrina e migrante através de um Deus presente em todos os lugares. Ele é o próximo que encontro, aqui e mais além, que me faz feliz e me vai mostrando um pouco do Seu ser em cada pessoa, e em cada lugar’. As malas estão feitas e a disponibilidade para partir faz parte do ser Comboniana.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade – Perfil

Foto: DR

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