quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

LUCINDA ANTUNES DA ROCHA, GESTORA – MISSÃO EM NAMUTEQUELIUA

O nome é esquisito. Não o da Lucinda, mas o da terra onde foi parar, enviada em Missão. Fica no norte de Moçambique, na Província de Nampula, terra onde esta Leiga Voluntária partilhou dias felizes com um povo pobre mas acolhedor, de Setembro de 2003 a Maio de 2004.

De regresso a Portugal, a Missão continua na Paróquia, na família que constituiu (a Clarinha vai nascer em Janeiro) e no trabalho de gestora.

Tudo começou...em Samora Correia

Tudo começou (ou continuou) em 2002 quando a Lucinda conheceu as Irmãs da Apresentação de Maria, em Samora Correia. Tinha acabado o curso de Gestão no ano 2000 e estava a trabalhar, efectiva, como responsável de uma loja na Sonae. Era catequista e caminhava no grupo de jovens. Começou a participar em encontros e retiros e a Missão desenhava-se já na linha do horizonte: ‘Desde que comecei a desenvolver a consciência da importância de servir os outros como Cristã, e de como esse papel é fundamental para a afirmação da nossa fé como seguidores de Cristo, a ideia de ter uma experiência de entrega total aos outros começou a ganhar forma e raízes dentro de mim’.

Não tinha ideia de onde nem como, mas a Lucinda sentia uma enorme força que a ‘obrigava’ a partir e partilhar o que era e o que sabia com quem mais precisava. Moçambique foi a porta que se lhe abriu em primeiro lugar e ela decidiu aceitar o desafio, remando contra ventos e marés e correndo enormes riscos: ‘Sentir o amor de Cristo assim tão profundamente em nós faz-nos querer cometer loucuras, mas saudáveis loucuras de amor, de caridade.! E a minha loucura, foi despedir-me de um emprego muito estável, cheio de regalias e partir para Moçambique. Era o meu primeiro emprego depois de sair da universidade e seria promissor no futuro, mas assim que surgiu esta oportunidade, nem pensei, pois já esperava por ela. Disse que sim!’

As Irmãs da Apresentação de Maria

E partiu, respondendo ao apelo da Irmã Provincial da Congregação que, num encontro de jovens, no Dia Missionário Mundial de 2002, pediu dois voluntários que quisessem disponibilizar um ano das suas vidas. A resposta saiu em família: ‘o ‘sim’ veio de mim e da minha Irmã Cátia que, mais tarde, decidiu entrar nesta Família Religiosa’.

Convocadas para a missão, as duas manas preparam-se. Mais que exteriormente, a preparação foi interior. Fizeram a Formação da Fundação Evangelização e Culturas e continuaram a beber da fonte da espiritualidade das Irmãs: ‘ Elas cativaram-me com a história da sua fundadora, a Beata Madre Maria Rivier, que foi uma mulher audaz, cheia de fé para quem não existia impossíveis. O exemplo dela seduziu-me e eu queria ser assim’.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST...)

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

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