
quarta-feira, 31 de março de 2010
SANTA E FELIZ PÁSCOA

segunda-feira, 29 de março de 2010
ANDREIA REIS, DO SHALOM E EQUIPA D’ÁFRICA – MISSÃO DA PRISÃO A MOÇAMBIQUE - Conclusão

Com os reclusos
Realizou um estágio num Estabelecimento Prisional: ‘uma experiência única, da qual me recordo com muito carinho, da qual tenho saudades. É difícil trabalhar com esta população, é um desafio constante à nossa capacidade de empatia, de perdão e de compreensão. É uma experiência de amor’.
A Andreia partilha este ano passado na Prisão que considera muito gratificante, mesmo a nível profissional: ‘os resultados parecem não ser muitos nem muito apelativos, mas sei que, individualmente e à maneira de cada um deles, o meu trabalho terá o seu fruto, as horas de conversa confidencial terão os seus frutos. No fundo, eu sei ou quero acreditar que sei, que pelo menos um recluso, de entre os 700 que ali estavam, mude a sua vida, mude o seu destino’.
‘Equipa d’Africa’
Mas a grande Missão estava reservada para o ano 2009. Em Agosto, integrou o grupo da ‘Equipa d’África’ que partiu rumo ao norte de Moçambique. De Lisboa partiram cinco grupos. O da Andreia (ela e mais três) foi parar a Macomia, na Província de Cabo Delgado: ‘Fui inserida num lar de jovens, um lar com intuito de intervir na educação. Era um lar orientado por quatro Irmãs Missionárias: três da Colômbia e uma de Espanha. Estavam lá há cinco anos. Reabilitaram o lar, que estava abandonado, e começaram a albergar os jovens, que frequentam a 8º, 9º e 10º classe, na escola secundária pública de Macomia’.
A Andreia ficou fascinada com esta Missão, aponto de nos querer descrever um dia típico. Aí vai ele: ‘acordar às 5h30, com os cantos dos jovens. Às 6h00 participar nas laudes. Ás 6h30, tomar o pequeno almoço. Às 8h, caminhava até ao centro de saúde de Macomia, que ficava a mais de 30 minutos a pé. Lá ficava na pesagem e vacinação de bebés. Por volta das 11h30 regressava ao para o almoço com o meu grupo e as Irmãs. Ás 13h30 abria a "biblioteca" do lar, para os jovens requisitarem os seus livros, para às 14h começar as explicações. Por volta das 16h30, terminava o estudo obrigatório, e os jovens tinham tempo livro para "cumprir" (ou seja, ir ao poço buscar água, cortar lenha, ou arrumar camarata) ou para passear pela aldeia, ir ao mercado. Às 18h30 participava nas vésperas. Às 19h jantávamos. 19h30 ia deitar as meninas nas camaratas, contar histórias. A ‘Equipa de África’ reunia-se, então, para avaliar, programar e rezar’.
Na hora de balanço, a Andreia não esconde a felicidade destes dias: ‘foi tudo mágico, tudo de tal forma intenso e forte, que nem mil palavras dava para descrever. Daí eu ter descrito um dia típico, porque isso é fácil, não dói tanto como se eu tivesse que falar de todas as vidas que se cruzaram com a minha, de todas as histórias que me encheram o coração, de todos os rostos que não vou esquecer, de todos as imagens que me fizeram chorar em silêncio, de todo o amor que senti’.
A Missão continua aqui...
Hoje mantém-se activa no Shalom, apostada em testemunhar a sua Fé, no dia a dia de uma Psicóloga que continua convencida de que o mundo se muda com pequenos gestos.
Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil
Foto: DR
quarta-feira, 24 de março de 2010
ANDREIA REIS, DO SHALOM E EQUIPA D’ÁFRICA – MISSÃO DA PRISÃO A MOÇAMBIQUE

Queria ser Educadora ou Professora, mas formou-se
Quando era pequena queria ser educadora de infância. Depois, cresceu e foi querendo ser outras coisas: professora do ensino básico, do ensino secundário, da Universidade... Mas foi no 12º ano (quando tinha mesmo que escolher a sério!) que percebeu que a sua vida exigia que estivesse com as pessoas. Daí o avançar para a Psicologia. A opção da ‘Clínica’ veio porque ela percebeu que é muito importante conhecer o ser humano com profundidade. Sentiria ainda um apelo a optar pela população de risco, por uma questão de vocação. Sentia-se chamada a partilhar a sua vida e o seu saber com as pessoas mais excluídas. E assim se tornaria numa Psicóloga Clínica.
A caminhada de Fé também foi abrindo caminhos á Andreia. Celebrado o Crisma, entrou no Movimento Shalom, dando continuidade à Catequese. Trata-se de uma Movimento Missionário que aposta muito na Espiritualidade. Era isso que ela queria e partiu para uma aventura que, até hoje, sempre lhe abriu horizontes novos à vida.
(CONTINUA NO PRÓXIMO POST....)
Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil
Foto: DR
segunda-feira, 22 de março de 2010
FAUSTINO MONTEIRO, FORMADOR DE VOLUNTÁRIOS – INFORMÁTICO E MISSIONÁRIO - Conclusão

JSF e Solsef
Chegou de uma Missão no Huambo e foi eleito Presidente Nacional dos JSF. Avalia assim: ’destaco a importância do trabalho feito ao nível dos grupos paroquiais, procurando colocar a Missão bem dentro do coração da paróquia. A disponibilidade dos JSF para a Missão "lá fora", foi e deverá ser sempre o reflexo da sua missão na sua igreja paroquial. Descobri a importância do aprofundamento da fé a vários níveis: da oração, do compromisso, da formação, do encontro com os outros’.
Deixou a presidência e voltou ao ritmo normal e simples do seu grupo paroquial, sendo convidado, anos mais tarde, para presidir à Organização Não Governamental para o Desenvolvimento ‘Sol Sem Fronteiras’ (Solsef) que concretiza projectos de solidariedade e desenvolvimento em países pobres, sobretudo no espaço lusófono. Partilha: ‘a passagem por uma ONGD constituiu a maturidade de uma caminhada. Se nos JSF o foco residia, essencialmente, na Animação Missionária, uma ONGD, abria as portas a todas as "pessoas de boa vontade". Este mergulho numa outra dimensão, exige pessoas bem preparadas tecnicamente e conhecedoras dos mecanismos das políticas de desenvolvimento. Um desafio a que os cristãos não podem e não devem ficar alheios’.
Formar Voluntários Missionários
O voluntariado missionário traz desafios muito concretos à Igreja Missionária. O Faustino conta porquê: ‘Desde logo, porque os leigos passam a ser, para além de apoiantes, jogadores convocados e prontos a entrar em campo. Para tal, a preparação é importante, ao nível pessoal, intelectual, eclesial e profissional. Uma realidade que está agora a ganhar alguma maturidade dentro da própria igreja. O contributo que dou será sempre segundo a regra dos 3 P's: pouco, pequeno e possível. Mas acrescento mais uma letra, o E, de Entusiasta’.
Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil
Foto: DR
sexta-feira, 19 de março de 2010
FAUSTINO MONTEIRO, FORMADOR DE VOLUNTÁRIOS – INFORMÁTICO E MISSIONÁRIO

Dois mundos, dois caminhos
Entrou na Faculdade e nos Jovens Sem Fronteiras ao mesmo tempo, abrindo, na sua vida, dois caminhos que nunca abandonou: ‘dois mundos que se abriram à minha frente. Um que me dotava de uma maior consciência universal e sem fronteiras e outro que mergulhava na tecnologia, que por vezes me parecia fria e distante, um mundo um pouco fechado sobre si mesmo. Da mesma forma que se pode ficar míope quando se focam os olhos durante demasiado tempo para um ecrã, pode-se ficar míope para o mundo real quando se vive em demasia uma realidade virtual’.
Huambo e Kalandula
Embora a sua Engenharia seja outra (não é Civil!), o Faustino é construtor de ‘pontes’, ele mesmo fruto de uma relação África-Europa. Ao candidatar-se a uma experiência de Voluntariado Misionário, foi Angola que lhe saiu na ‘rifa’: ‘conhecia um pouco da realidade: as missões (através sobretudo dos missionários espiritanos), os povos, a guerra... Da primeira vez no Huambo, em 1997, vivia-se uma espécie de paz armada. Retenho na memória as muitas histórias que nos contavam: histórias de coragem, de resistência, de testemunho de fé, de compromisso. Essa experiência tornou-me bastante mais sensível aos problemas dos outros, sobretudo aos que vivem na outra margem. A margem onde se encontram os excluídos, os explorados, os que contam muito pouco na lógica actual do mundo. Em 2003 regressei, desta vez a Kalandula, Malange. Uma missão mais do interior, onde, apesar dos muitos problemas, se respirava liberdade e onde redescobria a beleza das coisas simples.
Das duas experiências, retenho a visão que a janela do avião me proporcionava. Esta ideia de ser sem fronteiras: um olhar que do alto se deixa apaixonar e junto das pessoas partilha essa visão. Um olhar que sonha e que do sonho procura realizar. Um ‘olhar mais longe’, mas que foca mais de perto o coração da humanidade’.
(CONTINUA NO PRÓXIMO POST...)
Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil
Foto: DR
quarta-feira, 17 de março de 2010
EMANUEL OLIVEIRA, EDITOR DO PROGRAMA ‘LUSO-FONIAS’, NA RR – MISSÃO COM PARTILHA SOLIDÁRIA - Conclusão
Missão na Rádio
O último desafio a que respondeu, no início de 2010, foi a edição e produção do programa ‘Luso-Fonias’, realizado na Rádio Renascença e difundido numa série de Rádios Católicas da Lusofonia, sobretudo em África. Faz equipa com o Tiago Tavares. Em Portugal, é emitido ao sábado, às 12h, na Rádio SIM (RR) e

Nova Família
Casou com a Ana,
Metidos em tantos trabalhos e aventuras, a vida não pára: ‘Sabemos que o Senhor nos está sempre a pedir para darmos ainda mais do que já damos. Juntos vamos aprendendo a acolher e a seguir e o menino Jesus à imagem de duas pessoas que também estiveram presentes no dia do nosso casamento: Nossa Senhora (1 de Maio, início do mês de Maria) e S. José (Operário)!’.
É também comentador das celebrações da Rádio Renascença e faz alguns trabalhos de web design e design gráfico para paróquias e serviços eclesiais.
Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil
Foto: site RR
segunda-feira, 15 de março de 2010
EMANUEL OLIVEIRA, EDITOR DO PROGRAMA ‘LUSO-FONIAS’, NA RR – MISSÃO COM PARTILHA SOLIDÁRIA

Nasceu numa família que o fez crescer na Fé. O Seminário ajudou a perceber a vocação a que Deus o chamava. Casou em 2009 com a Ana. Coordena o projecto ‘Presentes Solidários’ no Natal. É o novo editor e produtor do programa ‘Luso-Fonias’, realizado na Rádio Renascença.
A importância do Seminário
Nascem em Cascais e tem um padre por padrinho: o P. Agostinho Pereira da Silva, que foi pároco de S. Domingos de Rana e de Tires e teve direito ao nome da Avenida que liga estas duas povoações. A família também o ajudou a crescer na fé e na dedicação à Igreja.
Frequentou a Catequese e a Escola Salesiana de Manique até ao 9º ano. Entrou para o Pré-Seminário de Lisboa no 7º ano, chegando, com 14 anos, ao Seminário de Caparide onde inicia um caminho de discernimento que durou oito anos: ‘um tempo muito feliz de descoberta do Senhor, da riqueza de viver em comunidade, da aprendizagem do serviço como modelo de felicidade, de entrega a todos os desafios que Ele me ia propondo, de descobrir a Alegria e a Esperança que só a Fé podem dar ao Homem, de olhar para o mundo com um olhar transfigurado pela beleza da Eternidade e do Amor’.
Presentes Solidários
Vencido pela convicção de que Deus o chamava à vida matrimonial, continuou a sua caminhada fora do Seminário, mas bem dentro da Igreja. A organização da Celebração do Corpo de Deus, em 2008, pô-lo em contacto com o Dr. Jorge Líbano Monteiro que o convidou a entrar na Fundação Evangelização e Culturas (FEC).