quarta-feira, 9 de julho de 2008

FESTA DA MISSÃO E PEREGRINAÇÃO MISSIONÁRIA NACIONAL

Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG)

Em nome das Obras Missionárias Pontifícias, quero expressar a minha alegria e satisfação pelo sinal de unidade e comunhão que os Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG) manifestaram, aquando da II Peregrinação Missionária Nacional, em Fátima, realizada no último fim de semana.
Por outro lado, muito agradecemos aos organizadores do IMAG e ANIMAG, que dentro das possibilidades do Santuário, tornaram possível esta manifestação de fé e alegria dos missionários, missionárias e leigos(as) da Igreja missionária em Portugal.
Retenho ainda na memória as cerca de 30.000 pessoas, oriundas de todos os cantos do país, que com as suas faixas alusivas ao evento, celebraram esta festa da Missão.
A terminar, uma referência especial a D. António Couto, Presidente actual da Comissão Episcopal das Missões e a D. Manuel Quintas, anterior Presidente, pela sua presença e interesse em prol da causa missionária.

O Director Nacional
Pe. Manuel Durães Barbosa, CSSp

Fotos: João Cláudio Fernandes

segunda-feira, 7 de julho de 2008

II PEREGRINAÇÃO MISSIONÁRIA NACIONAL

Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG)


Estimados Amigos e Amigas Imag/Animag

A todos os que contribuíram para fazer deste fim de semana uma bela festa da Missão no caminho que Maria nos aponta de acolhimento e abertura aos outros, muito, muito obrigado. Bem haja a cada um de vós e todos aqueles que conheceis e a quem peço transmitais esta palavra de gratidão e de louvor, pela festa e alegria que transmitimos e vivemos como missionários e missionárias. Bem hajam e que o Congresso missionário de Setembro possa reunir-nos, de novo, nas formas de fazermos este ritmo missionário ainda mais envolvente, abrangente e dinamizador.
Um abraço em Cristo, nossa força de Missão a levar-nos para horizontes mais largos.


P. José Manuel Sabença
Presidente dos Imag
Foto: João Cláudio Fernandes

sexta-feira, 4 de julho de 2008

FORMAÇÃO DE UM GRUPO MISSIONÁRIO

Formar um grupo missionário na paróquia é uma forma de ajudar a concretizar as exigências da paróquia Missão ou da sua vocação missionária, evangelizadora.

Como fazê-lo? Vários modos possíveis…
1. Sensibilização do pároco acentuando o envolvimento paroquial do grupo e como isso poderá fazer suscitar em alguns leigos um maior empenho na sua comunidade, como catequistas, cantores, vicentinos, etc. Importante referir o exemplo de alguma paróquia próxima.
2. Por convite do pároco ao povo…
3. Duas ou três pessoas que se interessam pela Missão e se propõem convidando outras pessoas.
4. Pela passagem, testemunho e interpelação de um missionário ou missionária durante uma celebração, pregação ou jornada missionária.
5. Por testemunho de um grupo missionário já existente numa paróquia vizinha e que informa o pároco e se propõe ajudar á criação de um novo grupo.

Pedagogia possível:
1. Anunciar um primeiro encontro de informação geral sobre a Missão da Igreja. Talvez o fim de uma celebração eucarística, na qual, alguém fez o apelo à participação e interesse pela Missão.
2. Nesse encontro, breve porque as pessoas acabaram de sair de uma celebração, é importante: apresentar-se e apresentar os objectivos de um grupo missionário, nomeadamente informação, formação, partilha e oração; propor um encontro num dos dias seguintes para aqueles que desejarem formar esse grupo.
3. Nessa reunião definir: regularidade das reuniões; animador, secretário e tesoureiro; esquema habitual da reunião; contactos de ligação, algum livro ou subsidio para ajudar na reunião, eleição dos responsáveis do grupo e escolha do dia habitual da reunião. Comunicar ao pároco.
4. Tudo isto deve ser “regado” com oração, canto e invocação ao Espírito santo.

Esquema possível de reunião, com três momentos:
1. Oração: um canto ou um texto bíblico ou o terço missionário…
2. Formação/informação: leitura e comentário de um texto sobre a Missão, os leigos, etc.
3. Acção: Que actividades vão ajudar a tornar a nossa paróquia mais missionária? Actividades de tipo litúrgico: oração, cartaz, canto, ao domingo, uma vez por mês? Actividades de tipo educativo: presença na catequese das crianças; jornal de parede sobre a Missão e os missionários; divulgação da imprensa missionária; campanhas de rua ou de porta em porta?

Numa reunião é sempre importante programar para poder realizar bem mas também é importante avaliar para poder fazer melhor no futuro. Mas muito importante também é por um lado “meter” o pároco ao barulho e, por outro, informar a comunidade da vida e actividades do grupo.

Foto: JCF

quarta-feira, 2 de julho de 2008

MISSÃO QUE É JUSTIÇA E PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

O documento conciliar sobre a Igreja no mundo contemporâneo (Gaudium et Spes) começa por uma frase típica e determinante para a Missão da Igreja no nosso tempo. “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo: e não há realidade verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”
É o homem concreto, vivendo num mundo de desigualdades sociais, vítima de injustiças, de exclusão e de exploração que vai inspirar e orientar a missão da Igreja. É a situação gritante dos povos subdesenvolvidos e explorados nas suas matérias-primas, continuando a alimentar os países ricos e a sua indústria poluidora do ambiente que merece a atenção da Igreja.

A missão reveste cada vez mais o rosto da justiça social e da construção de uma paz justa e duradoira, da cultura da não-violência, da defesa dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana.

O anúncio do Evangelho passará pela promoção de um desenvolvimento sustentado, de novas formas de solidariedade, da abertura de um espaço cada vez maior para a pessoa e para as relações humanas, gratuitas, não instrumentalizadas. É o desafio dos valores da pessoa, dos gestos sem retorno, da construção de comunidades à escala humana.

Ser cristão hoje implica acreditar no testemunho da sobriedade e da pobreza, dos valores do Evangelho, que resistem ao tempo, na ascese e na simplicidade de vida, na preocupação pela defesa do ambiente e até na reciclagem dos produtos.

A missão passa hoje pela salvaguarda dos direitos da pessoa, da igualdade de todos os seres humanos, sem distinção de sexo ou categoria social, nomeadamente pela afirmação dos direitos da mulher, das minorias, das crianças e dos deficientes. A missão preocupa-se com a luta pelos direitos do ambiente e a defesa da qualidade de vida.

Vivemos um tempo de grande sensibilidade aos valores regionais, ao amor à terra, à diversificação de culturas e religiões. Por isso o diálogo inter-religioso e inter-cultural, a descoberta dos valores das outras religiões e o respeito por todas as culturas são hoje um caminho obrigatório para o anúncio do Evangelho.

O mundo da mobilidade, dos emigrantes, dos deslocados e dos refugiados lança sem dúvida novos desafios à missão da Igreja. A missão torna-se peregrina, inscreve-se nessa caravana de gente à procura de um futuro melhor e levanta a sua tenda no acampamento dos seus sonhos e esperanças.


Foto: Lusa

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A paróquia, comunidade missionária


A diocese ou Igreja local não é uma parcela da Igreja universal, como um concelho é parcela de um distrito, mas antes uma porção do povo de Deus na qual, como na célula ou na gota de sangue, está o todo do nosso organismo. Assim a Igreja diocesana é a Igreja em plenitude à frente da qual está um pastor, o bispo, e na qual somos baptizados e chamados a viver e construir a comunhão de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Esta Igreja é sacramento desta comunhão e da unidade do género humano, tornando-se sacramento universal de salvação e expressão única e privilegiada da Igreja una, santa, católica e apostólica que professamos no credo.

Mas esta Igreja local só é verdadeiramente Igreja de Deus se mantiver laços vivos de comunhão com as outras igrejas locais, igrejas irmãs. Esta comunhão de todas as Igrejas é que faz a Igreja universal e nos torna a todos responsáveis do testemunho que a Igreja, na continuação de Cristo, tem de levar ao mundo. A Missão é pois responsabilidade de cada Igreja local, cada diocese.

A paróquia é, por sua vez, a célula da diocese. Os fiéis inserem-se na diocese por meio da paróquia onde o pároco preside à construção da comunidade dos fiéis como delegado do bispo e incentiva a participação dos fiéis nos diferentes grupos e movimentos, celebrações e encontros, através dos quais a fé se torna viva e fonte de alegria.
Se a paróquia é assim o coração da diocese, e a Missão é responsabilidade da diocese enquanto Igreja local enviada a testemunhar, então tal vocação missionária tem de se concretizar na paróquia, no dinamismo dos seus membros, grupos e movimentos.

Nesta compreensão da Igreja e perante as mudanças da sociedade que já não conta com as referências paroquiais tradicionais, impõem-se à paróquia-Missão ou à Missão da paróquia um conjunto de exigências:
Passar de uma pastoral de conservação a uma pastoral de Missão, de ir ao encontro das pessoas, de semear, porque os cristãos são uma minoria.
Necessidade de conhecer bem a situação concreta das pessoas, seus problemas, anseios e dificuldades. O que exige muita escuta e diálogo, assim como uma atenção particular aos grupos de fronteira: pobres, imigrantes, jovens, etc.
Fazer da paróquia um espaço inclusivo, tolerante e congregador de diferentes pessoas, grupos, tendências e até formas de rezar.
Incentivar a participação e coresponsabilidade de todos os cristãos na vida da paróquia. A evangelização e a Missão é uma responsabilidade comum, mesmo que sejam diferentes as tarefas e os “tarefeiros” que a concretizam.
A preocupação, recrutamento e oração pelas vocações, sobretudo vocações missionárias. A paróquia é autenticamente missionaria quando seu seio, dos seus membros, brotam testemunhas que são expressão da sua vocação missionária e se dispõem a partir por um mês, um ano, ou por toda a vida, ao serviço da Boa Nova do Evangelho, além das suas fronteiras.
Organizar e incentivar o sentimento de solidariedade e de partilha dos membros da comunidade cristã e da sociedade civil envolvente.


Foto: JCF

sexta-feira, 27 de junho de 2008

VÁRIOS SERVIÇOS, MAS UMA ÚNICA MISSÃO

A Igreja é uma comunhão, uma fraternidade universal que se concretiza e realiza nas comunidades ou igrejas locais. O missionário é o elo privilegiado de ligação entre essas igrejas, é a ponte que as une, colocando-as em comunhão.
Na Igreja das origens, havia necessidade de carismas e ministérios, mas unidade de todos na mesma Missão: a unidade precedia a diversidade. Não havia clero de um lado e leigos do outro. Todos os que pertenciam à comunidade eram chamados “eleitos”, “santos” e sobretudo “irmãos”. A comunidade era formada como um todo, em pé de igualdade. Destes cristãos, alguns eram chamados para exercer determinados ministérios, uns ordenados (bispos, padres, diáconos) e outros não; mas todos em ordem à construção da comunhão do Corpo de Cristo e em resposta às necessidades da comunidade e do mundo.

Só mais tarde, quando os monges e o clero começaram a tomar todos os espaços do saber e do poder, é que os leigos começaram a ser remetidos para a rectaguarda. A cultura tornou-se privilégio do clero e dos monges. São os monges que começam a assumir o protagonismo da Missão – foram eles que evangelizaram a Europa no tempo dos bárbaros, depois serão as ordens religiosas e congregações que assumirão a responsabilidade da evangelização do novo mundo no tempo dos Descobrimentos. E os leigos acabaram por ficar apenas para ajudar: com vocações, esmolas, orações e sacrifícios.

Ora, o Concílio Vaticano II relançou de novo a teologia do laicado e a sua respectiva Missão. Ele abordou o problema dos leigos em todas as suas vertentes. Eis algumas das suas linhas de força a propósito do papel dos leigos na Missão:
A Igreja é todo o povo de Deus. Começa-se a fazer parte deste povo pelo Baptismo. É a todo este povo que é confiada a Missão de Cristo. Pelo baptismo, pode-se dizer, que todos são “leigos”. A Missão é confiada a todos igualmente, como se fosse um só abraço. Não se trata de uns a decidir e outros a ajudar. Todos são protagonistas da Missão.
Deste povo de Deus, alguns são chamados pelo sacramento da Ordem a exercer o ministério da animação, da presidência e da comunhão da comunidade e outros podem ser chamados à consagração religiosa ( os Religiosos ).
O leigo é definido não a partir da sua relação com o clero, mas a partir da sua relação com Cristo, onde todas as vocações têm a sua origem e é de mãos dadas que todos embarcam para a Missão da Igreja. Assim a Missão não é exclusivo, nem propriedade de ninguém: ela foi confiada a toda a Igreja. Cada um assume-a em conformidade com os dons e o ministério que recebeu do Espírito, mas em pé de igualdade. Nem uns têm mais obrigação que outros. A obrigação é igual para todos.
Os institutos missionários não são os protagonistas da Missão, mas apenas despertadores do povo de Deus para a Missão. D. Luís de Castro usa a seguinte imagem: imaginemos a Missão como um campo de futebol. Dantes, quem jogava eram os institutos missionários e o povo de Deus, nas bancadas, apoiava. Agora, segundo a doutrina conciliar, quem joga no campo é todo o povo de Deus; nas bancadas a incentivar e a animar estão os institutos missionários.

De facto, o espaço dos leigos na Missão é muito vasto: na catequese, na animação pastoral, na formação religiosa, no âmbito profissional, na educação, na saúde, na agricultura, na política, na inserção social, na promoção humana, na leitura das realidades terrestres, etc.
In "A Missão no Coração da Igreja"
Foto:JCF

quinta-feira, 26 de junho de 2008

CONGRESSO MISSIONÁRIO NACIONAL 2008

É de todos conhecido o princípio de que “a Igreja é por sua natureza missionária”.
No entanto, quando chega o momento de tirar conclusões práticas deste princípio, nem sempre o modo como se faz é assim tão linear.
Na carta encíclica “Redemptoris Missio” o papa João Paulo II diz, logo no número um que, “no termo do segundo milénio, após a Sua vinda, uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço”.
O Primeiro Congresso Missionário Nacional que acabámos de celebrar pode constituir um novo impulso à vivência missionária da Igreja em Portugal, como o próprio lema indica: “Portugal, vive a Missão, rasga horizontes”.
Podemos dizer que este evento é o ponto de chegada de uma longa caminhada que teve como momentos marcantes, a nível mais geral, as Semanas Missionárias Nacionais a que sucederam as Jornadas Missionárias Nacionais, o Ano Missionário em 1998 que coincidiu com o Ano do Espírito Santo na caminhada para o grande Jubileu do ano 2000, a edição anual do Guião Outubro Missionário e, finalmente, o Simpósio Missionário que teve lugar em 2004.
A isto devemos juntar tudo aquilo a que podemos chamar de “fervilhar missionário” traduzido na criação de grupos missionários ligados aos Institutos Missionários, Dioceses e Paróquias, programas de animação missionária nas comunidades locais, um cada vez maior número de leigos que vai fazendo experiência de missão quer no nosso país, quer em países terceiros, lançamento de iniciativas de apoio à Missão como campanhas de solidariedade material ou de luta por grandes causas da humanidade.
Tudo isto tem acontecido numa cada vez maior comunhão e colaboração entre os diversos Institutos Missionários e destes com as Igrejas Locais.
Poderíamos continuar a enunciar outros sinais de que o espírito missionário em Portugal está vivo. Mas estes bastam para percebermos que este Congresso é como que a síntese e a celebração de toda uma vivência que tem tido lugar.
Mas o caminho ainda está por fazer. Como diz o papa, ainda estamos a começar.
Daí que este Congresso possa constituir como que um patamar que, por um lado, que nos permite parar, olhar para trás para perceber o caminho já feito – aprendendo com o que foi bom e menos bom -, por outro, olhar em frente e perceber que novos caminhos o espírito nos convida a trilhar; daqui o desafio a “rasgar horizontes”.
Certamente que estes novos horizontes que é preciso rasgar passam pelas respostas iluminadas pela fé que é preciso dar às situações que as novas realidades locais e mundiais em que estamos inseridos nos apresentam.
Como nos diz o papa Bento XVI na última mensagem para o Dia Mundial das Missões, cujo título era “Todas as Igrejas para o Mundo Inteiro”, todas as igrejas, quer as de mais antiga tradição cristã, quer as de evangelização mais recente, são chamadas ao “intercâmbio de dons” que redunda em benefício para todo o corpo místico de Cristo. Isto significa um novo passo em relação àquela ideia de que a Missão é destinada a um grupo particular ou restrito.
Os novos horizontes também passam pela nova consciência de que a “Missão ad Gentes” mais que referente a um território concreto em termos físicos, se aplica a situações humanas novas que frequentemente surgem no seio de comunidades de antiga tradição cristã.
Por isso, a dinâmica missionária que urge imprimir às nossas comunidades não é apenas no sentido de levar os seus membros para outros pontos geográficos, mas também a de começar a evangelização a partir da própria comunidade a que se pertence. Não há, portanto, duas igrejas, uma “ad intra”, outra “ad extra”. Terá que se o mesmo empenho missionário que há-de levar cada cristão a descobrir em que lugar concreto deve cumprir a sua missão, consoante a vocação a que foi chamado.
Um outro novo horizonte que se começa a vislumbrar para a Igreja em Portugal é o acolhimento de missionários de outras latitudes. A vinda destes missionários não pode ser apenas pela falta de vocações na velha Europa e também em Portugal. Trata-se de um sinal eclesialidade que trará consigo novas problemáticas, mas que também irá exprimir melhor a imagem da Igreja como novo povo de Deus que caminha para a unidade acima das questões étnicas ou culturais.
Mas será sobretudo a participação no Congresso e a atenção às comunicações nele feitas e às suas conclusões que ajudará toda a Igreja em Portugal a relançar-se numa nova etapa da suma caminhada missionária depois de ter celebrado e agradecido a missão que já vive. Que, guiados pelo Espírito de Deus, nos disponibilizemos a com Ele abrir os novos caminhos que a Missão de hoje do pede.

Pe. Vítor Mira
Texto a inserir no Guião
Outubro Misssionário 2008