segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

PAULO ROCHA, PAI, TEÓLOGO E JORNALISTA – MISSÃO PELAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO

É um rosto que vemos na televisão. A comunicação está-lhe no sangue e acumula funções: Director da Agência Ecclesia; Editor Executivo do Programa Ecclesia e do Programa 70x7, na RTP2; Secretário da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Formado na Escola Dehoniana, casado e com dois filhos, a sua Missão começa em casa e no Colégio onde a Mariana e o Miguel crescem.

De Melres aos Dehonianos

Dos tempos de infância e juventude, em Melres, nos limites de Gondomar com Penafiel e Paredes, o Paulo recorda o ambiente rural em que sempre gostou de viver e que continuamente o prende à terra natal, na margem norte do Douro. Sem esquecer o ambiente genuinamente familiar em que foram acostumados a viver, os 5 irmãos, com pais e avós…

Entrou no Seminário dos Dehonianos no 7º ano: ‘Quando fui convidado para analisar a formação que aí se recebe, por ocasião de um encontro de antigos alunos de seminários, comparei a formação nos seminários ao sistema operativo dos computadores: não realiza nenhuma tarefa, mas é indispensável para nele ‘correr’ um conjunto de programas, de acordo com a operação pretendida. Hoje numa actividade profissional, creio que os anos de seminário ajudaram a construir esse ‘sistema operativo’ onde hoje ‘correm’ competências entretanto adquiridas. No caso, no jornalismo’.

Da TVI ao mundo ‘Ecclesia’

Entrou para a TVI em 1993, abrindo de par em par, as portas do mundo da comunicação social. Dali passou à Agência Ecclesia (1996) e, no ano seguinte, ao Programa Ecclesia, na RTP2, produzido pela Logomedia: ‘Um projecto lançado por uma equipa da qual fiz e faço parte, com muito gosto… Porque se tratou, e trata, de criativamente falar do que a Igreja Católica é e faz através da comunicação televisiva. Uma tarefa sempre nova, sempre aliciante, porque em constante recomeço. Cada programa tem de ser novo, único. Estamos, quase sempre, a começar do zero! ‘.

Desde o início de Novembro, está no ar, na Antena 1, um programa de Rádio com o mesmo nome, a mesma grelha de distribuição de programas pelas mesmas confissões religiosas e o mesmo espírito: ‘Agora num meio diferente, com possibilidade de realizar uma comunicação diferente e de chegar a novos públicos. No que diz respeito ao programa da Igreja Católica, tentamos mostrar testemunho de pessoas ou comunidades onde acontece o Evangelho, onde se vive positivamente o cristianismo’.

Estes dois programas ancoram-se noutros, mais maduros: o 70x7, há 30 anos em emissão na RTP2, e a Agência Ecclesia, assim “baptizada” desde 1994 e com outras denominações já desde os anos 60.

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Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

LUCINDA ANTUNES DA ROCHA, GESTORA – MISSÃO EM NAMUTEQUELIUA - Conclusão

Finalmente, Moçambique

Partimos em Setembro de 2003 rumo a Moçambique. A viagem foi longa até ao Bairro de Namutequeliua, um bairro pobre perto do aeroporto de Nampula. Lá encontrou uma vida comunitária cristã muito activa, com diversos grupos de jovens e adultos.


O principal trabalho era o desenvolvimento de uma biblioteca comunitária, dada a necessidade extrema que se vive de falta de livros, espaço de estudo, acompanhamento escolar... Mas a Missão não morreu entre livros e outros papéis. Com a minha irmã, trabalhei na escolinha com crianças até aos 5 anos, que foi criada de raiz. E, claro está, investi muito na pastoral da Paróquia. Foi uma experiência fortíssima que a marcou para o resto da vida

Regressou a Portugal em Maio de 2004, convencida de que a Missão continua: ‘Hoje mantenho-me ligada às Irmãs, que continuam a enviar missionários para onde precisam, e a apoiar o grupo de Jovens Missionárias da AM’

O preço do regresso

Mas o regresso ao ritmo europeu custou muito à Lucinda. Teve de procurar novo emprego, luta que lhe levou dois anos a ganhar, pois só em 2006 conseguiu alguma estabilidade, quando conseguiu trabalho na empresa onde se mantém: ‘Foi um período difícil de algumas mudanças de trabalho e alguns períodos de desemprego, mas sentia-me confiante pois lembrava-me sempre das palavras do apóstolo: Deus concorre sempre para o bem daqueles que o amam. E, Deus não me deixou. Apesar das dificuldades, sempre tive coragem e a força do Espírito que me animava a procurar e a ter paciência para esperar’.

Casou em 2008 com o Zé, na Capela da Casa Provincial das Irmãs da Apresentação de Maria, em Palmela. Aguarda que a Clarinha veja a luz do dia em Janeiro. A sua vida continua a assentar nesta questão: ‘Deus pede a todos esta audácia e coragem, porque não ousar e ir mais além?!’.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

LUCINDA ANTUNES DA ROCHA, GESTORA – MISSÃO EM NAMUTEQUELIUA

O nome é esquisito. Não o da Lucinda, mas o da terra onde foi parar, enviada em Missão. Fica no norte de Moçambique, na Província de Nampula, terra onde esta Leiga Voluntária partilhou dias felizes com um povo pobre mas acolhedor, de Setembro de 2003 a Maio de 2004.

De regresso a Portugal, a Missão continua na Paróquia, na família que constituiu (a Clarinha vai nascer em Janeiro) e no trabalho de gestora.

Tudo começou...em Samora Correia

Tudo começou (ou continuou) em 2002 quando a Lucinda conheceu as Irmãs da Apresentação de Maria, em Samora Correia. Tinha acabado o curso de Gestão no ano 2000 e estava a trabalhar, efectiva, como responsável de uma loja na Sonae. Era catequista e caminhava no grupo de jovens. Começou a participar em encontros e retiros e a Missão desenhava-se já na linha do horizonte: ‘Desde que comecei a desenvolver a consciência da importância de servir os outros como Cristã, e de como esse papel é fundamental para a afirmação da nossa fé como seguidores de Cristo, a ideia de ter uma experiência de entrega total aos outros começou a ganhar forma e raízes dentro de mim’.

Não tinha ideia de onde nem como, mas a Lucinda sentia uma enorme força que a ‘obrigava’ a partir e partilhar o que era e o que sabia com quem mais precisava. Moçambique foi a porta que se lhe abriu em primeiro lugar e ela decidiu aceitar o desafio, remando contra ventos e marés e correndo enormes riscos: ‘Sentir o amor de Cristo assim tão profundamente em nós faz-nos querer cometer loucuras, mas saudáveis loucuras de amor, de caridade.! E a minha loucura, foi despedir-me de um emprego muito estável, cheio de regalias e partir para Moçambique. Era o meu primeiro emprego depois de sair da universidade e seria promissor no futuro, mas assim que surgiu esta oportunidade, nem pensei, pois já esperava por ela. Disse que sim!’

As Irmãs da Apresentação de Maria

E partiu, respondendo ao apelo da Irmã Provincial da Congregação que, num encontro de jovens, no Dia Missionário Mundial de 2002, pediu dois voluntários que quisessem disponibilizar um ano das suas vidas. A resposta saiu em família: ‘o ‘sim’ veio de mim e da minha Irmã Cátia que, mais tarde, decidiu entrar nesta Família Religiosa’.

Convocadas para a missão, as duas manas preparam-se. Mais que exteriormente, a preparação foi interior. Fizeram a Formação da Fundação Evangelização e Culturas e continuaram a beber da fonte da espiritualidade das Irmãs: ‘ Elas cativaram-me com a história da sua fundadora, a Beata Madre Maria Rivier, que foi uma mulher audaz, cheia de fé para quem não existia impossíveis. O exemplo dela seduziu-me e eu queria ser assim’.

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Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

FERNANDA RAMALHOTO, GRUPO ‘DIÁLOGOS’ – DO DIREITO À MISSÃO - Conclusão

Ousar partir...

A Missão, aqui e lá fora, continua a marcar a vida da Fernanda e do ‘Diálogos’. Acaba de regressar de Angola, terra onde nasceu e onde realizou já quatro Missões de Voluntariado. Mas também intervém em Portugal: ‘participei, em vários projectos de voluntariado missionário em Portugal: trabalhamos com pessoas portadoras de deficiência, com idosos e com jovens. Mas já fui até Angola (por 4 vezes e sempre durante o meu período de férias do trabalho), trabalhando, sobretudo, na animação de crianças e jovens, na promoção da família e do papel da mulher na sociedade. E em Angola tenho vivido das melhores experiências de partilha de vida, em locais onde a pobreza de bens materiais é uma constante, mas onde a simplicidade, a humildade, a generosidade e alegria se revelam a verdadeira riqueza da humanidade’.

Esclarecendo melhor, a Fernanda participou numa Páscoa Jovem em Castro Verde (organizada pelos Institutos AdGentes), concretizou três experiências de voluntariado no Centro de deficientes profundos João Paulo II, em Fátima, colaborou no projecto de Apoio escolar a jovens na paróquia do Prior Velho, bem como no Projecto ‘caminhos e sorrisos’ (animação de crianças e jovens do bairro da Quinta do Mocho, Sacavém). Em Angola, integrou o Projecto ‘Abrir Caminhos’ que a levou, com outros jovens, a Kifangondo (2003), Nzeto e Tomboco (2006), Nzeto (2007) e Cacolo (2009).

Missão em Lisboa

É membro da direcção do Centro Social e Paroquial de S. Brás e aceitou o convite para integrar o sector de Animação Missionária, onde marca sempre presença e onde todos os outros membros sentem a força das suas intervenções e compromissos. Tudo por razões de Fé: ‘Acredito, tal como dizia S. José Freinadmetz que “o Amor é a única linguagem que todos entendem” e é em nome do Amor que tenho partido, para mais perto ou mais longe geograficamente, mas sempre de mim mesma ao encontro do outro’.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

FERNANDA RAMALHOTO, GRUPO ‘DIÁLOGOS’ – DO DIREITO À MISSÃO

Licenciada em Direito, há muito que a Missão lhe corre nas veias. Nascida e baptizada em Luanda, foi na Paróquia de S. Brás, na Amadora, que cresceu na Fé e se integrou na vida da Igreja: ‘fui crescendo e tendo vontade, cada vez mais de conhecer e saborear este Jesus Cristo que nos desafia a partir de nós mesmos, dos lugares onde habitamos’.

Catequista e leitora, recorda o dia em que passou na Paróquia um Padre Missionário cujo testemunho a fascinou: ‘esta vontade de fazer algo para lá da minha paróquia começou a inquietar-me de uma forma mais constante’.

‘Diálogos’, espaço de inquietação

Participou, em 1998, nos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola onde conheceu um amigo que lhe falou nas noites de oração missionária nos Verbitas. Foi, rezou e ficou ligada a esta congregação Missionária.

Em 2000 alguns dos jovens que se encontravam para rezar, para participar em encontros de reflexão e algumas actividades missionárias, sentiram a vontade de assumir um compromisso mais fiel com a sua vocação missionária e nasceu o grupo Diálogos, leigos svd para a missão: ‘Com este grupo fui participando em vários encontros de formação, reflexão, oração e várias actividades de animação missionária em paróquias e escolas que foram alimentando em mim o sentido, partilhado pelos Missionários do Verbo Divino de que o mundo é a nossa casa’.

O ‘Diálogos’ foi e é para a Fernanda um espaço de inquietações: ‘Num mundo cheio de ruídos, de solicitações várias, numa sociedade que nos apela ao ter, ao consumo, em que o tempo parecer voar e andamos sempre a correr, como discernir qual o projecto que o Pai tem para cada um? Como responder-lhe positivamente ao chamamento de Cristo para ser efectivamente missionário? ‘.

Missão no trabalho

É, desde 1999, Técnica Superior de Direito num Organismo Público, local onde testemunha a sua Fé: ‘Ser testemunha aqui e agora no local concreto onde vivemos, com a nossa família, com os nossos amigos e no nosso trabalho. Um cristão comprometido deve fazer a diferença no local onde está: diferença pelo amor, pela paciência, pelo acolhimento, pela tolerância, pela luta pela justiça que demonstra com as suas palavras e os seus actos’.

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Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

HUGO, FAMÕES, MISSIONÁRIO, SEMINARISTA NOS OLIVAIS - MISSÃO DE FAMÕES A NAMBUANGONGO - Conclusão


De Nambuangongo ao Seminário

O Hugo é finalista de Teologia no Seminário dos Olivais. Não foi Angola que o ‘empurrou’ para ser padre, mas deu uma grande ajuda: ‘O envolvimento no projecto foi mais uma das muitas pequenas coisas que contribuíram para perceber que Deus me chamava a servir a Igreja de forma especial’. Foi deixando de parte alguns projectos pessoais e de carácter cultural, para se envolver mais na vida da Paróquia. O testemunho do P. Daniel também foi decisivo para um compromisso paroquial mais intenso que o levaria á decisão de entrar no Seminário. As portas de S. José de Caparide viram-no entrar a 21 de Setembro de 2004. De lá transitou, em 2007, para o Seminário dos Olivais.

Missão também em Portugal

O Hugo também faz Missão em Portugal: ‘no projecto ‘Tuala Kumoxi’, organizámos missões de evangelização em Famões, porque sabemos que só uma comunidade evangelizada pode ser uma comunidade evangelizadora. Em 31 de Outubro de 2009 realizámos a "Caminhada da Esperança" em que mais de uma centena de crianças, jovens e adultos caminharam pelas ruas de Famões anunciando com alegria o Evangelho’. Também o Seminário o tem ajudado a valorizar a dimensão missionária da sua vida: ‘participei no ICNE, durante um ano fui visitador regular no Estabelecimento Prisional de Lisboa, fiz visitas no Hospital de Santa Maria, estive durante quinze dias a morar no Hospital de S. João de Deus, no Telhal, fiz um Campo de Evangelização de 15 dias em S. João das Lampas’.

Dar continuidade à Missão

Famões – Nuambuangongo é uma geminação bem sucedida, pois aposta no envolvimento de todos nos projectos. E mais. A grande aposta tem sido na Evangelização, ’especialmente pelo trabalho de reanimação das comunidades católicas espalhadas pelo extenso território de Nambuangongo, onde encontrei, em 2004, pessoas que esperavam desde os anos 60 para casarem e visitei aldeias onde há 40 anos não chegava um padre. Em 2008, preparámos a visita pastoral de D. Jaka e a Paróquia encheu-se de festa, porque há 50 anos que não tinham a visita de um Bispo’.

Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

HUGO, FAMÕES, MISSIONÁRIO, SEMINARISTA NOS OLIVAIS - MISSÃO DE FAMÕES A NAMBUANGONGO

Nasceu em Lisboa, mas Angola e Moçambique tomaram conta de parte do seu coração. Estudou Línguas e Ciências da Comunicação, mas é a Teologia que lhe enche as medidas e rasga horizontes novos à sua vida. A Missão corre-lhe nas veias e será, muito em breve, um Padre Diocesano.

Angola, no rescaldo da guerra

O Hugo Gonçalves nasceu em S. Jorge de Arroios, mas bem cedo foi parar a Famões onde cresceu: ‘estive sempre muito ligado ao voluntariado durante a Juventude, em Associações Juvenis e Culturais’. Entrou na Universidade Nova de Lisboa, para o Curso de Línguas e Literaturas Modernas, trabalhou na Expo 98 na Portugal Telecom onde trabalhou até 2000, mudando-se para a Novis até 2004, quando decidiu entrar no Seminário. Nessa altura, já tinha mudado de curso e estava na UAL a fazer Ciências da Comunicação.

Jovem comprometido na Paróquia, participou no processo de Geminação com Nanbuangongo, um projecto liderado pelo P. Daniel: ‘Como alguns padres mexicanos, antes de irem para Angola, passavam por Famões para aprender português, contactámos com um deles, o Pe Luis Yepes, dos Missionários de Guadalupe. Ele era Pároco de Caxito e indicou-nos a Paróquia de Nambuangongo, que não tinha padre’. A guerra em Angola acabou em 2002, a Geminação foi oficializada em 2003 e o primeiro grupo de Voluntários partiu para Nanbuangongo em 2004. O Hugo fazia parte desta equipa e fez uma experiência que deixou marcas para o resto da vida.

Partiu...para Moçambique

Com experiência de Missão em África, recebeu, em 2006, um convite que não ousou recusar. O P. Nuno Coelho, agora Pároco de Cascais, lançou-lhe o desafio de apoiar a ‘Equipa d’África’: ‘acompanhei o grupo a Moçambique, onde pude contactar com diversas comunidades religiosas em várias localidades, um pouco por todo o país’.

Projecto Tuala Kumoxi

A Geminação com Nambuangongo esteve sempre activa, mas o re-envio de uma equipa em missão só aconteceria após a criação da nova Diocese do Caxito, em 2007, com a nomeação do Bispo D. António Jaka. Por isso, o Hugo aprendeu o caminho de regresso a Nambuangongo e lá foi, com a sua equipa, em 2008 e 2009: ‘o nosso projecto recruta os seus membros de entre os cristãos activos na vida paroquial, pelo que é frequente ser gente que, além do Projecto Tuala Kumoxi, está envolvida noutros grupos ou movimentos na paróquia’.

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Texto: Tony Neves iN Jornal Voz Verdade - Perfil

Foto: DR